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Fifa pede que todos os jogos do mundo tenham um minuto de silêncio

Entidade pede ainda que atletas usem braçadeira negra em lembrança à Chapecoense

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2016 | 16h56

A Fifa ordenou que todas as partidas de futebol disputadas pelo mundo neste fim de semana façam um minuto de silêncio para marcar a tragédia envolvendo a equipe do Chapecoense, na Colômbia. Segundo um comunicado da entidade, pede-se também que todos os jogadores usem uma braçadeira negra.

Pelo mundo, clubes têm feito suas homenagens e dedicado até mesmo seus uniformes ao clube brasileiro. Mas a Fifa decidiu oficializar as homenagens e, em uma circular enviada a todas as federações nacionais, pediu que a orientação fosse seguida pelos clubes locais de todas as divisões. O ato é inédito na entidade. 

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, ainda cancelou suas viagens e compromissos em outros torneios para ir ao Brasil prestar homenagem à Chapecoense. O suíço estará em Chapecó para o velório dos jogadores.

Além da viagem, Infantino já prepara uma homenagem ao clube e que seria realizada durante a festa do melhor jogador do mundo, no dia 9 de janeiro em Zurique. Por enquanto, não existe uma iniciativa financeira de ajuda ao clube estabelecida. Mas a Fifa quer marcar o drama com uma homenagem durante a festa que reunirá a elite do futebol mundial.

No início da semana, Infantino declarou que o acidente o tinha deixado “em choque”. “É um dia muito triste para o futebol”, declarou. Afirmando estar “profundamente triste”, o cartola fez questão de enviar mensagens de condolências em português.

Na Fifa, o tom é de consternação desde o momento do acidente.  “Lamentamos profundamente a queda do avião na Colômbia, uma tragédia chocante”, disse Infantino.

Ele ainda mandou uma mensagem às famílias. “Neste momento difícil, nossos pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e amigos”, declarou.  “Nossos sinceros pêsames aos torcedores, à comunidade do futebol e aos meios de comunicação brasileiros envolvidos na tragédia”, completou o presidente da Fifa que, nos últimos meses, tem contado com o apoio direto da Conmebol para apresentar suas propostas de reformas na entidade. 

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