Fifa pode acabar com regra do 'gol fora de casa' em mata-mata

Fifa pode acabar com regra do 'gol fora de casa' em mata-mata

De acordo com o presidente Joseph Blatter, regra está 'ultrapassada' e vai defender que gol como visitante ou não deve ter mesmo valor

Jamil Chade - Correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 09h20


Atualizada às 17h20

Uma regra que faz parte da tradição do futebol pode estar com seus dias contados. A Fifa quer acabar com as leis que estipulam que um gol marcado fora de casa em uma disputa de mata-mata tenha um maior peso. A declaração foi feita pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, que defende a mudança e estabelecer que um gol deve sempre ter o mesmo valor, fora ou em sua própria casa.

Em sua coluna semanal publicada ainda hoje na revista oficial da Fifa, Blatter defende a mudança e insiste que a regra está "ultrapassada". Seu principal argumento é de que o time que disputa o segundo jogo de uma série fora de seu estádio sempre sairá beneficiado por esse sistema. "Na realidade, (a lei) favorece o clube que joga a segunda partida fora de casa", escreveu. "Precisamos rever o sistema", defendeu.

O principal problema, segundo ele, é o desequilíbrio que o peso extra ao gol causa numa disputa de ida e volta. O desequilíbrio vem do fato de que no segundo jogo há a possibilidade de prorrogação e que o time tem 30 minutos a mais para marcar. Já no primeiro jogo não existe a prorrogação. 


Segundo Blatter, essa regra não é mais aplicada na Inglaterra em jogos a partir das semi-finais. Na Concacaf, o peso maior para gol fora de casa só vale até o final dos 90 minutos do segundo jogo. Na prorrogação, cada gol tem o mesmo peso.

"A ideia (de pesos diferentes) vem do tempo quando jogar fora de casa era uma aventura, envolvendo viagens longas e duras, além de jogos em condições que podiam variar", lembrou Blatter, destacando que a regra foi introduzida na Europa em 1965.  "O futebol evoluiu desde os anos 60. Portanto, a regra deve ser questionada", completou.

Blatter é candidato para mais um mandato no comando da Fifa, em eleições marcadas para maio de 2015. Uma de suas promessas é de que usará os próximos quatro anos para "modernizar" o futebol. Ele também já prometeu introduzir replays nas partidas para ajudar os árbitros.  

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