Fifa pode suspender o Peru se houver intervenção do Governo

Presidente peruano não aceita a reeleição de Manuel Burga para o comando da Federação de Futebol

Efe,

30 de outubro de 2007 | 12h56

O vice-presidente da Fifa, o argentino Julio Grondona, afirmou nesta segunda-feira que o organismo pode suspender a Federação Peruana de Futebol (FPF) caso o Governo do país insista em intervir na eleição da associação. "Eu estou absolutamente de acordo com a decisão de segunda-feira, vamos aplicar a legislação vigente. Caso o Governo intervenha na Federação, nós a suspenderemos", disse Grondona. O Comitê Executivo da Fifa avisou na segunda-feira aos Governos de Peru, Irã e República Centro-Africana que poderia suspender suas respectivas associações se não respeitarem a composição das atuais direções. A polêmica no Peru começou no dia 5 de outubro, quando a FPF reelegeu Manuel Burga como presidente, o que gerou críticas do presidente peruano, Alan García, e de vários altos cargos do Executivo. O Governo se nega a reconhecer o resultado das eleições da FPF, que considera irregular, porque Burga se apresentou como candidato enquanto estava inabilitado por cinco anos para exercer o cargo pelo Conselho Superior de Justiça do Esporte. No entanto, a Fifa afirma que a eleição foi bem-sucedida e que a interferência do ministro dos Esportes prejudicou o correto funcionamento da associação. "São duas coisas distintas [a inabilitação do cargo e a eleição]. Houve uma decisão, o presidente foi escolhido, e o Governo não tem por que intervir", acrescentou o dirigente. A decisão de suspender a Federação peruana pode afetar as chances do país de participar da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, cujas eliminatórias estão em andamento.

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