Fifa questiona Rússia por punir jogador que reagiu a racismo

A Fifa pediu à União Russa de Futebol explicações sobre o mais recente incidente de racismo no país, no qual um jogador ganês foi suspenso por dois jogos por reagir a insultos racistas de torcedores.

Estadão Conteúdo

23 de julho de 2015 | 13h25

Em um vídeo de uma partida da última sexta-feira do Campeonato Russo, se escuta torcedores do Spartak Moscou gritando insultos racistas ao volante Emmanuel Frimpong, do Ufa, que é negro. Ele próprio publicou o vídeo nas redes sociais.

Frimpong reagiu aos insultos com um gesto obsceno, sendo suspenso por dois jogos pela sua ação. O Spartak, no entanto, não foi punido pelo último incidente de racismo no futebol do país que vai sediar a Copa do Mundo de 2018. A federação russa avaliou que não havia nenhuma evidência de racismo.

No entanto, o chefe da divisão que trata de racismo da Fifa, Federico Addiechi, disse nesta quinta-feira que os russos têm até terça-feira para responderem a um pedido de explicações do departamento disciplinar da agência máxima do futebol mundial. Caso contrário, punições serão impostas na quarta-feira.

Addiechi disse que quer saber se "para tomar a decisão foi levada em conta a evidência que podemos ver claramente pela internet". "Nós não temos nenhuma responsabilidade direta pelo que está acontecendo na liga russa", disse Addiechi em São Petersburgo. "Mas se a União Russa de Futebol precisa da nossa ajuda, e acho que assim é, então podemos dar alguma ajuda".

São Petersburgo vai sediar neste sábado o sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, e incidentes desse tipo voltam os holofotes sobre os problemas de racismo no futebol russo.

"Depende dos organizadores do evento garantir que seja seguro e agradável para todos, não apenas para os jogadores e participantes, mas também para os torcedores", disse Addiechi. "Seria ingênuo e arrogante da nossa parte vir aqui e dizer que vamos educar a Rússia. Nós não estamos em uma posição para fazer isso, não precisamos fazer isso, não temos autoridade moral para fazê-lo", concluiu.

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