Tony O' Brien/Reuters
Tony O' Brien/Reuters

Fifa recebe recurso do Chelsea contra proibição de contratar jogadores

Clube inglês está impedido de se reforçar até o fim de janeiro de 2020

Redação, Estadão Conteúdo

05 de março de 2019 | 11h32

A Fifa confirmou nesta terça-feira que recebeu o recurso do Chelsea contra a proibição de realizar contratações por um ano, em punição imposta pela entidade. Mas nenhuma decisão ainda foi tomada sobre a possibilidade de "congelar" a sanção enquanto o questionamento do clube londrino não é julgado.

O Chelsea disse anteriormente que recorreria da proibição de registrar novos jogadores nas duas próximas janelas de transferências, que a Fifa impôs por violações às regras para proteger atletas menores de idade. O time só poderá voltar à ativa no mercado em junho do próximo ano.

Em casos semelhantes, a Fifa definiu que os clubes não estavam proibidos de contratar durante o processo de apelação. Isso permitiu que Barcelona e Real Madrid se reforçassem com novos jogadores antes de suas punições se tornarem efetivas. Depois, o time catalão não pôde registrar atletas por duas janelas de transferências, enquanto a punição ao clube madrilenho vigorou por um período para contratações.

A Fifa disse que "não há calendário exato" para a avaliação do recurso Chelsea, e que o presidente do seu comitê de apelações deve decidir sobre um possível congelamento da punição.

O Chelsea foi puído por ter violado as regras que protegem menores em 29 casos. O clube também recebeu multa de 530 mil euros (R$ 2,27 milhões), enquanto a Associação de Futebol da Inglaterra terá também de pagar 450 mil euros (R$ 1,92 milhão). O clube londrino recebeu um prazo de 90 dias para regularizar a situação dos jogadores menores.

A regra da Fifa diz que clubes não podem contratar estrangeiros com menos de 18 anos, exceto nos casos em que os pais dos atletas se mudem para o país de destino por motivos não ligados ao futebol - ou nas situações em que clube e jogadores estão a menos de 50 quilômetros da fronteira do país de origem do jovem. A exceção da entidade também se aplica para transferências de atletas entre 16 e 18 anos feitas dentro da União Europeia. O argumento do Chelsea é que, de todos os jogadores apontados, somente alguns assinaram contratos com o clube. Outros passaram apenas por testes.

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