Fifa recusa ajuda tecnológica para gols duvidosos

A Fifa não vai considerar o uso de gravações de vídeo ou outro tipo de tecnologia para determinar se um gol foi marcado sem que o método seja 100% confiável, informou nesta segunda-feira o porta-voz da entidade, Markus Siegler.A questão foi colocada em pauta novamente após replays da TV mostrarem o lance do jogo entre França e Coréia do Sul, em que o goleiro Lee Woon-jae ter tirado uma bola de dentro do gol, mas o juiz mexicano Benito Archundia não anotou o tento. A França, que já vencia por 1 a 0, acabou empatando a partida em 1 a 1.A junta de direção da Fifa já testou um novo tipo de tecnologia no ano passado, quando foi instalado um microchip na bola durante o Mundial Sub-17, no Peru. Se o experimento tivesse provado sua total eficiência, a mesma tecnologia estaria sendo utilizada nesta Copa do Mundo, mas Siegler reiterou a política da Fifa. "O teste com o chip na bola não foi ruim, mas ainda não é 100% conclusivo", afirmou.O presidente da organização, Sepp Blatter, mantém que o futebol precisa ter uma "rosto humano" e que o "erro humano" causado pelos árbitros e jogadores faz parte do jogo. A Fifa trabalha continuamente com seus vários parceiros para atingir avanços tecnológicos, mas até agora nenhum foi considerado oficial para ser utilizado em Copas do Mundo.

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