Montagem/AFP
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Fifa rejeita apelações de Blatter e Platini e mantém suspensão

Decisão atrapalha os planos eleitorais do dirigente francês 

Estadão Conteúdo

18 de novembro de 2015 | 11h08

A Fifa divulgou comunicado oficial nesta quarta-feira para informar que rejeitou as apelações de Joseph Blatter e Michel Platini contra a suspensão de 90 dias que foi aplicada aos dois dirigentes, em outubro, quando acabaram sendo punidos por causa de um pagamento de US$ 2 milhões feito pelo suíço ao francês, em um depósito que ocorreu nove anos após um suposto trabalho feito pelo presidente da Uefa ao mandatário da entidade que controla o futebol mundial.

As suspeitas são de que o pagamento seria uma forma que Blatter encontrou para compensar o francês a não disputar as eleições presidenciais da Fifa em 2011. Platini nega e insiste que a transação é legal. Mas os investigadores alertam que o caso ainda implicaria numa falsificação do balanço financeiro da Fifa, que jamais incluiu o valor em seus informes.

Desta forma, Blatter e Platini seguirão suspensos até janeiro, quando as eleições para a presidência da Fifa estarão bem próximas - o pleito será realizado em 26 de fevereiro e essa apelação negada pela entidade foi mais um duro golpe sofrido pelo ex-jogador francês, que pretendia ser candidato nesta eleição.

No último dia 12, a Fifa recusou o pedido de candidatura de Platini e confirmou como candidatos apenas cinco nomes: Ali Al Hussein, Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, Jérôme Champagne, Tokyo Sexwale e Gianni Infantino, este último secretário-geral da Uefa, que abriria mão de concorrer ao cargo se Platini fosse liberado a participar do pleito.

Com a apelação rejeitada, Platini não poderá fazer uma desejada campanha para presidente da Fifa, cargo para o qual o francês era apontado como favorito a assumir antes da revelação do escândalo que envolve o pagamento que recebeu de Blatter.

As apelações de Blatter e Platini foram rejeitadas pelo Comitê de Apelações da Fifa e agora os dois dirigentes têm como outra única saída recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), principal tribunal esportivo do mundo.

Punido pela Fifa, Platini trabalhou para Blatter como assessor presidencial entre 1998 e 2002, sendo que os dois negam que tenham cometido um ato ilícito no pagamento destes US$ 2 milhões ao francês, embora reconheçam que não possuem um contrato por escrito que justificaria o valor a ser pago por serviços prestados pelo francês.

Ainda se espera que Blatter e Platini compareçam para depor ao juiz de ética da Fifa, Joachim Eckert, em dezembro. A Procuradoria Geral da Suíça também abriu um processo penal contra Blatter por suspeita de má gestão do dinheiro da Fifa.

Autoridades federais suíças também interrogaram Platini na sede da Fifa, no último dia 25 de setembro, e estão tratando o francês neste caso como um homem que está entre ser "uma testemunha e uma pessoa acusada", segundo o procurador-geral Michael Lauber.

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