Wilton Junior/Estadão
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Fifa rejeita proposta de Zico para mudar eleição presidencial

Candidato brasileiro questiona a legitimidade do processo eleitoral

Jamil Chade, correspondente em Zurique, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2015 | 10h41

A proposta de Zico para reformar a eleição na Fifa leva uma ducha de água fria. Dirigentes que conduzem o processo de mudança na entidade indicaram ao brasileiro que sua ideia não poderá ser implementada antes da votação de fevereiro de 2016.

Zico, candidato para a eleição na Fifa, questionou a legitimidade do processo, alegando que as condições impostas são injustas. Pelas regras, a Fifa exige que um candidato tenha cinco apoios de federações nacionais para ter sua candidatura chancelada e avaliada. 

Na avaliação de Zico, essa regra o está impedindo de entrar na corrida. "Qualquer esportista se sente vítima dessa regra", disse. "A história das pessoas no futebol é que tem de contar. Isso é um grande erro", insistiu.

Ahmad al-Fahad al-Sabah, membro do Comitê de Reformas da Fifa, deixou claro ao Estado que a proposta de Zico não terá como ser implementada antes. "Não é o momento de um outsider", disse. "Precisamos fechar essa reforma dentro primeiro", justificou. 

François Carrard, o presidente do Comitê de Reformas, também indicou a Zico de que esse não seria o momento de mudar o processo eleitoral. Zico, que está em Zurique, não poupou críticas. "O que falta é transparência. Todo mundo participa do futebol. Mas por que só na eleição não?", questionou. "Democracia e transparência não imperam nem nas federações nacionais, regionais ou internacionais", criticou. 

Um dos problemas, segundo ele, é que as federações nacionais não têm independência para votar e apoiar candidatos. "Acho que sou o único de fora de tudo isso. Não participei de nada disso", declarou o ex-jogador, que garante que não vai desistir. 

"Há uma pressão muito grande das confederações regionais sobre as federações. Isso tira a independência das federações menores. Elas podem ser retaliadas se perderem. Isso é um grande ponto e que precisa ser mudado. As pessoas deveriam ter o direito de se candidatar", disse Zico.

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