Fifa rejeita proposta de Zico para mudar eleição presidencial

A proposta de Zico para alterar a eleição na Fifa recebeu uma "ducha de água fria". Dirigentes que conduzem o processo de mudança na entidade indicaram ao brasileiro que suas propostas não poderão ser implementadas antes da votação de fevereiro de 2016.

JAMIL CHADE, Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2015 | 11h17

Zico, que declarou o desejo de participar da eleição na Fifa, questionou a legitimidade do processo, alegando que as condições impostas são injustas. Pelas regras, a Fifa exige que um candidato tenha cinco apoios de federações nacionais para ter sua candidatura chancelada e avaliada.

Na avaliação de Zico, essa regra o está impedindo de entrar na corrida. "Qualquer esportista se sente vítima dessa regra", disse. "A história das pessoas no futebol é que tem de contar. Isso é um grande erro", insistiu.

Ahmad al-Fahad al-Sabah, membro do Comitê de Reformas da Fifa, deixou claro à reportagem que a proposta de Zico não terá como ser implementada antes da eleição marcada para fevereiro de 2016. "Não é o momento de um outsider", disse. "Precisamos fechar essa reforma dentro primeiro", justificou.

François Carrard, o presidente do Comitê de Reformas, também indicou a Zico que esse não seria o momento de mudar o processo eleitoral. Zico, que está em Zurique, não poupou críticas. "O que falta é transparência. Todo mundo participa do futebol. Mas por que só na eleição não?", questionou. "Democracia e transparência não imperam nem nas federações nacionais, regionais ou internacionais", criticou.

Um dos problemas, segundo ele, é que as federações nacionais não têm independência para votar e apoiar candidatos. "Acho que sou o único de fora de tudo isso. Não participei de nada disso", declarou o ex-jogador, que garante que não vai desistir.

"Há uma pressão muito grande das confederações regionais sobre as federações. Isso tira a independência das federações menores. Elas podem ser retaliadas se perderem. Isso é um grande ponto e que precisa ser mudado. As pessoas deveriam ter o direito de se candidatar", disse Zico.

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