Fifa rejeita tirar Copa do Mundo de 2018 da Rússia

Crise com a Ucrânia não vai interferir no torneio, diz entidade. Especulações deram conta que Copa poderia ir para a Alemanha

Agência Estado

25 de julho de 2014 | 09h33

A Fifa garantiu, nesta sexta-feira, que não há a possibilidade de tirar da Rússia o direito de sediar a próxima edição da Copa do Mundo, em 2018. Nos últimos dias, surgiu na Europa a especulação de que, por conta da crise entre russos e ucranianos, a Fifa poderia optar por realizar o Mundial na Alemanha.

"Como um órgão mundial de futebol, a Fifa leva a sério sua responsabilidade em governar o futebol e apoiamos qualquer debate pacífico e democrático. Fifa deplora qualquer forma de violência e vai continuar a usar seus torneios para promover o diálogo, a compreensão e a paz entre os povos", começa a nota publicada no site da entidade máxima do futebol.

A Fifa argumenta que "a história tem mostrado que boicotar eventos esportivos ou a política de isolamento ou confronto não são as formas mais eficazes para resolver problemas. A realização da Copa do Mundo, com a atenção mundial que atrai, pode ser um poderoso catalisador para um diálogo construtivo entre as pessoas e os governos, ajudando a trazer desenvolvimentos sociais positivos".

Na nota oficial, a Fifa garante estar convencida de que, através do futebol, especialmente da Copa do Mundo, pode conseguir uma mudança positiva no mundo. "Mas o futebol não pode ser visto como uma solução para todos os problemas, principalmente os relacionados com a política mundial. Vimos que a Copa do Mundo pode ser uma força para o bem e Fifa acredita que esse será o caso para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia."

Tudo o que sabemos sobre:
futebolCopa do MundoFifa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.