Isabella Bonotto/AFP
Isabella Bonotto/AFP

Fifa revela que times gastaram mais de R$ 26 bi em 2018 com negociação de atletas

Transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus foi uma das mais caras do ano

Redação, Estadão Conteúdo

30 Janeiro 2019 | 13h45

O futebol bateu recordes de negociação de jogadores em 2018. A Fifa divulgou nesta quarta-feira o Informe do Mercado Global de Transferências, no qual aponta que mais de US$ 7 bilhões (R$ 26 bilhões) foram movimentados com transações de atletas. Um aumento de 10,3% em relação a 2017.

Segundo o informe, foram feitas 16.533 operações internacionais, entre 175 países, superando as 14.186 de 2017, representando um aumento de 5,6%. Os dados da Fifa indicam que 3.974 clubes estiveram envolvidos na contratação de atletas. Só 31 deles gastaram cada um mais de US$ 50 milhões (R$ 186 milhões) e 78,2% do total do gasto foi feito por clubes europeus, que registraram atividades em 1.689 de seus clubes.

As cinco maiores ligas europeias (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) foram as que tiveram o maior gasto com US$ 5,1 bilhões (R$ 18,9 bilhões), que representa 73,1% do total.

Os clubes ingleses desembolsaram US$ 1,9 bilhão (R$ 7 bilhões); os espanhóis, US$ 1,3 bilhão (R$ 5 bilhões); os italianos, US$ 848 milhões (R$ 3,15 bilhões); os alemães, US$ 485 milhões (R$ 1,8 bilhão); e os franceses, US$ 469 milhões (R$ 1,74 bilhão).

O futebol chinês surge na sexta colocação com US$ 192 milhões (R$ 714 milhões), enquanto que a Arábia Saudita desembolsou US$ 174 milhões (R$ 647 milhões).

Os times das cinco principais ligas também foram os que mais receberam dinheiro com a venda de jogadores. Os espanhóis ocupam o terceiro lugar com US$ 908 milhões (R$ 3,37 bilhões), atrás dos ingleses com US$ 935 milhões (R$ 3,47 bilhões) e dos franceses com US$ 936 milhões (R$ 3,48 bilhões).

O futebol brasileiro é o que apresentou o maior número de times em negociações: 251. Seguido por Alemanha (141), Espanha (124) e Inglaterra (120). Os clubes do Brasil também foram os que fecharam o maior número de contratações: 677. E também exportaram o maior número de atletas (832). Os ingleses somaram 651 contratações e 818 saídas. Na Espanha, chegaram 541 jogadores (-4,7%) e 618 (+9,2%) deixaram a liga.

No futebol feminino, 696 transferências foram concretizadas por 74 clubes, enquanto que 614 jogadoras de 72 nacionalidades trocaram de equipe. As cifras ainda são baixas. Apenas US$ 600 mil (R$ 2,2 milhões) foram movimentados. De cada cinco jogadoras envolvidas em negociações, uma é dos Estados Unidos.

 

 

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