Ahmed Jallanzo/Efe
Ahmed Jallanzo/Efe

Fifa suspende por dez anos ex-presidente da Federação da Libéria por corrupção

Dirigente é acusado por desviar dinheiro de campanha de alerta contra o vírus do Ebola na África

Redação, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2019 | 12h53

A Fifa anunciou nesta quarta-feira uma suspensão por 10 anos, de qualquer atividade ligada ao futebol - tanto em seu país como fora dele -, para o ex-presidente da Federação de Futebol da Libéria (LFA, na sigla em francês), Musa Hassan Bility, por um escândalo de corrupção, entre os quais apropriação de dinheiro destinado a uma campanha de sensibilização para o combate ao vírus Ebola na África.

Além da suspensão de toda a atividade ligada ao futebol, Musa Hassan Bility, que é atualmente membro do Comitê Executivo da Confederação Africana de Futebol (CAF, na sigla em francês), foi também condenado ao pagamento de uma multa no valor de 500.000 francos suíços (aproximadamente R$ 1,9 milhão).

Em seu comunicado oficial, o Comitê de Ética independente da Fifa deu como provado, após investigação iniciada em maior de 2018, que o ex-presidente da federação liberiana foi responsável "pela apropriação de dinheiro destinado à campanha '11 contra o Ebola'", promovida pela entidade máxima do futebol mundial, em uma época em que o país africano estava passando por uma epidemia daquele vírus.

Esta campanha, que teve vários astros do futebol promovendo medidas de conscientização contra o Ebola, foi lançada em novembro de 2014, quando atingiu uma epidemia que matou mais de 11 mil pessoas na Libéria, em Serra Leoa e em Guiné.

Além do roubo de valores destinados à luta contra o Ebola, os membros do Comitê de Ética da Fifa consideraram Musa Hassan Bility culpado de ter desperdiçado outros recursos enviados à LFA e de desviar fundos para empresas controladas por ele ou sua família.

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