Reprodução/Youtube
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Fifa suspende presidente da federação de futebol do Haiti acusado de abuso sexual

Yves Jean-Bart é acusado de abusar de jogadoras adolescentes nos últimos cinco anos

AFP, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 08h40

A Fifa suspendeu durante 90 dias o presidente da Federação Haitiana de Futebol Yves Jean-Bart, acusado de abusar sexualmente de jogadoras adolescentes no centro de treinamento da entidade, anunciou a mais alta autoridade do futebol internacional. Yves Jean-Bart negou categoricamente as alegações de agressão sexual que ele teria cometido contra jovens atletas nos últimos cinco anos nas instalações que a federação haitiana tem nos arredores de Porto Príncipe.

"De acordo com os artigos 84 e 85 do Código de Ética da Fifa, a câmara de investigação do Comitê de Ética Independente suspendeu provisoriamente o Sr. Yves Jean-Bart, presidente da Federação Haitiana de Futebol (FHF), de todas as atividades relacionadas ao futebol, nacional e internacionalmente, por um período de 90 dias", anunciou a Fifa em comunicado.

"Esta sanção foi imposta no âmbito das investigações em andamento contra Jean-Bart", acrescentou a Fifa, especificando que a sanção entra em vigor imediatamente. As alegações vêm de um relatório do The Guardian, no qual as supostas vítimas e suas famílias disseram que Jean-Bart, de 73 anos, as estuprou ou agrediu sexualmente nos últimos cinco anos.

Várias das supostas vítimas, que alegaram terem sido pressionadas a permanecer caladas, disseram ao jornal britânico que pelo menos duas menores foram forçadas a abortar para acobertar os estupros. A polícia haitiana iniciou uma investigação sobre as acusações, reveladas pela primeira vez no final do mês passado, e um juiz já chamou vários funcionários da federação para interrogatório.

O dirigente comandou a federação de futebol do país ao longo de duas décadas e sua reeleição em fevereiro para o sexto mandato foi uma mera formalidade, já que concorreu sem adversários. "Achamos que a decisão da Fifa é boa, pois percebemos que Yves Jean-Bart e seu cartel podem ofuscar qualquer investigação judicial", disse Marie-Rosy Auguste Ducena, da Rede Nacional de Direitos Humanos, uma entidade que denuncia o silêncio no meio esportivo. A AFP tentou entrar em contato com Jean-Bart para que se manifestasse sobre o anúncio da Fifa mas não obteve um retorno.

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