Fifa usará observadores para monitorar racismo nas Eliminatórias da Copa

A Fifa anunciou nesta terça-feira que vai utilizar observadores para monitorar possíveis incidentes racistas em alguns jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 e na Copa das Confederações de 2017, na Rússia. Esse é o mais recente passo da entidade para lutar contra o racismo no futebol.

Estadão Conteúdo

12 de maio de 2015 | 10h50

"Estou muito satisfeito de ver que a Fifa está levando esta questão muito a sério e pondo em prática medidas concretas para impedir o comportamento que vai contra o espírito do nosso esporte", disse o volante marfinense Yaya Touré, do Manchester City.

Touré, que esteve presente ao lançamento do sistema de monitoramento nesta terça-feira, sofreu com atos racistas de torcedores do CSKA Moscou em um jogo da Liga dos Campeões, disputado na capital russa em 2013. Ele advertiu no ano passado que os jogadores negros poderiam boicotar a Copa do Mundo se o racismo nos jogos não fosse reduzido na Rússia.

O grupo antidiscriminação Futebol Contra o Racismo na Europa (Fare, na sigla em inglês) vai decidir, com base numa avaliação dos riscos, quais jogos das Eliminatórias da Copa devem ser acompanhados. "É mais provável que ocorra racismo quando a Inglaterra joga, quando a seleção francesa joga ou quando a Alemanha joga", disse o diretor-executivo da Fare, Piara Powar.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou no mês passado em Moscou que havia ainda "muito trabalho a ser feito" para combater o racismo na Rússia. Um relatório recente do Fare e de outra organização mostrou que tinham ocorrido mais de 200 casos de comportamento discriminatório ligados ao futebol russo nas duas últimas temporadas.

"O novo sistema de controle é uma medida muito concreta, a fim de assegurar que futebol envie uma mensagem clara para a diversidade, e contra qualquer forma de discriminação", disse Blatter em um comunicado.

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