Fifa vai fixar preço de Ronaldinho

Fracassou a última tentativa dos dirigentes do Grêmio e do Paris Saint Germain de solucionar "pacificamente" a transferência de Ronaldinho Gaúcho à equipe francesa. Hoje, na sede da Fifa em Zurique, a reunião entre os presidentes dos dois clubes terminou com apenas uma decisão: a de que caberá à Fifa determinar o valor que será pago ao clube brasileiro pelo Paris Saint Germain. No início do ano, Ronaldinho negociou um pré-contrato com o time francês sem comunicar ao Grêmio. A tranferência do jogador acabou ocorrendo sem a participação do clube brasileiro, que argumenta que teria investido US$ 13 milhões na formação do atleta durante 16 de seus 20 anos de idade. O principal motivo para a falta de um acordo hoje foi a forma pela qual os franceses compensariam o Grêmio pelos investimentos no jogador. Laurant Perpere, presidente do Paris Saint Germain, propôs um pagamento inicial de US$ 3 milhões e a participação de 40% do Grêmio em uma venda futura de Ronaldinho a uma terceira equipe. "Trata-se de uma proposta ridícula que não podemos aceitar", afirmou o presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro. O clube brasileiro não aceita o valor oferecido e quer uma participação significativa não apenas da venda do jogador no primeiro ano, mas nas demais transferências que envolverem Ronaldinho. O temor dos gremistas é de que o atleta seja vendido a um preço baixo no primeiro ano, para depois ser negociado por valor significativo. A estimativa é de que Ronaldinho tenha seu passe avaliado em pelos menos US$ 15 milhões. A partir do dia 3 de outubro, a Fifa começa a definir o valor do pagamento que deverá ser feito pelo Paris Saint Germain. "Queremos ter uma solução definitiva para o caso até o final de outubro", afirmou o secretário-geral da Fifa, Michel Zen-Ruffinen, que participou da negociação no papel de mediador. Mas Guerreiro já avisou: "se o valor da arbitragem for inferior ao que queremos, podemos entrar na justiça suíça contra a decisão da Fifa". Fifa - O caso começa a ganhar repercussão e já está deixando a Fifa preocupada. O motivo: a entidade máxima do futebol mundial teme que outros clubes de países pobres imitem a iniciativa do Grêmio de abrir um processo na justiça comum todas as vezes que um atleta jovem for transferido nas mesmas condições de Ronaldinho Gaúcho. Hoje, o próprio ex-presidente da Fifa, João Havelange, se encontrou com os dirigentes do Grêmio e prometeu apoiar os brasileiros.

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