Ronald Zak / AP
Ronald Zak / AP

FIFPro defende jogadores da seleção da Dinamarca: 'Agiram com responsabilidade'

Profissionais se recusaram a atuar pela seleção e amadores perderam de 3 a 0 para a Eslováquia, fora de casa

Estadão Conteúdo

06 Setembro 2018 | 11h38

O FIFPro, o sindicato internacional dos jogadores de futebol, saiu em defesa dos atletas da seleção da Dinamarca, que estão em conflito com o comando da Associação Dinamarquesa de Futebol (DBU). O grupo de jogadores boicotou a equipe após falta de acordo sobre pagamentos e obrigou a entidade a escalar até atletas amadores no amistoso com a Eslováquia, na quarta - os eslovacos venceram por 3 a 0, em casa.

"O FIFPro gostaria de expressar sua completa solidariedade aos jogadores da seleção da Dinamarca porque eles tentaram negociar de forma justa termos proporcionais com a federação de futebol", disse o sindicato, em comunicado.

"Os jogadores dinamarqueses agiram com responsabilidade durante toda a negociação e o FIFPro acredita fortemente que a proposta deles para estender os termos do acordo anterior, firmado de forma provisória, atenderia aos melhores interesses de todas as partes", completou o FIFPro.

O entrevero entre a Associação Dinamarquesa de Futebol (DBU) e os jogadores do país começou em 31 de julho. Dias após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo, chegou ao fim o acordo coletivo dos atletas com a DBU que prevê, entre outros fatores, o pagamento dos direitos de imagem aos jogadores.

Desde então, as duas partes falharam nas tentativas de firmar um novo contrato, o que resultou no boicote dos principais nomes do país, que se recusaram a servir à seleção enquanto o acordo não fosse firmado. Sem estes atletas e temendo punições da Uefa em caso de derrotas por W.O., a federação precisou chamar jogadores do futebol amador nacional e até alguns que atuam no futsal.

"Os jogadores da seleção dinamarquesa contam com o nosso apoio total. Nós fortemente oferecemos o nosso suporte à proposta deles", afirmou o secretário-geral da entidade, Theo van Seggelen.

Se as partes não chegarem a um acordo até o fim de semana, a seleção da Dinamarca deve contar novamente com improvisos para escalar a equipe na estreia na Liga das Nações da Uefa, no domingo, diante de País de Gales, em casa.

Até mesmo o técnico Age Hareide pode ficar de fora do banco de reservas, como fez no amistoso de quarta. A DBU liberou o treinador do compromisso por não querer lhe impor uma seleção que não seria escolhida por ele. Seu auxiliar, o ex-atacante Jon Dahl Tomasson, também fora liberado. O ex-jogador da seleção John Jensen assumira interinamente e pode voltar a liderar o time no domingo.

 

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