Figger nega ter passes de jogadores

Dizendo-se preocupado com o envolvimento do seu nome nas denúncias de transferências de jogadores brasileiros para equipes estrangeiras, o empresário Juan Figger garantiu em seu depoimento à CPI que "nunca foi proprietário de passe de jogador e jamais vendeu jogador menor de idade para o exterior". Ele também revelou aos deputados que, em seus 30 anos de atuação no futebol, "jamais participou da falsificação de passaportes."Sobre as denúncias de que os jogadores Warley e Edu teriam usado passaportes falsos fornecidos por ele, Juan Figger disse que no caso de Warley, "o atleta é que tratou diretamente com a Udinese sobre o seu passaporte". "Quanto a Edu (vendido ao Arsenal, da Inglaterra), o atleta é neto de português e por isso, tem direito ao passaporte comunitário. Apenas no início da transferência, Edu se envolveu com um despachante que forneceu um passaporte falso, mas essa situação já está resolvida", defendeu-se.O empresário afirmou em seu depoimento que começou a trabalhar no Brasil em março de 1970 e que os jogadores Pedro Rocha, Pablo Furlan e Elias Figueroa foram os seus primeiros contratados. Hoje, ele admitiu que sua "maior preocupação é passar a limpo essas denúncias". Juan Figger foi à CPI da Câmara acompanhado de três advogados, Marcio Tomas Bastos, Luis Otávio Ferreira e Antônio Carlos de Almeida Castro.

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