Figueirense bate Corinthians e impede festa na nova arena em Itaquera

Giovanni Augusto marca o primeiro gol do Itaquerão, estádio de abertura da Copa

Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

18 de maio de 2014 | 18h00

SÃO PAULO - A busca pelo gol de empate foi incessante, como se o resultado lhe desse um título nacional. Mas o Corinthians inaugurou o Itaquerão com uma derrota (1 a 0) e com protestos da torcida contra o alto preço dos ingressos: "Andrés, aqui não tem burguês!." A ansiedade e o nervosismo atrapalharam a busca (frustrada) pelo primeiro gol e pela vitória na Arena Corinthians, o que seria um marco importante para os donos da casa.

Estes foram os grandes inimigos do Corinthians no primeiro jogo oficial do Itaquerão. O time de Mano Menezes sofreu sua primeira derrota no Brasileirão, agora sim em casa, e o Figueirense, considerado como adversário ideal dada sua fragilidade nesse começo de torneio, festejou sua primeira vitória.

O primeiro golpe na nova casa foi o gol do rival. Giovanni Augusto chutou cruzado e colocou seu nome na história do Corinthians. Ele foi o autor do primeiro gol do Itaquerão. Isso ninguém apaga mais. E logo um jogador do Figueirense, time que não havia feito sequer um gol no Campeonato Brasileiro. Isso aconteceu aos 2 minutos do segundo tempo, no gol do setor norte, onde ficam os torcedores organizados. Foi, de fato, uma ducha de água fria. A Fiel, pulava nas arquibancadas para esquecer da chuva, um dilúvio que desabou no intervalo.

Precisou sofrer o gol para o Corinthians jogar bola. O primeiro tempo foi um horror. Faltou criação e conclusão. O time de Mano esqueceu-se do jogo, que, afinal de contas, valia três pontos. O treinador escalou dois armadores e formou um meio de campo que, em tese, deveria ter pegada (com Guilherme e Ralf) e criação (Jadson e Renato Augusto). O Corinthians, contundo, tendeu a jogar demasiadamente preso em seu campo. Tímido até.

A torcida, agora perto do gramado, cobrava raça e entrega do time. Em alguns momentos, os jogadores corresponderam: Fábio Santos, Ralf, Guerrero dividiam todas as bolas como se este jogo fosse o último de suas carreiras e não o primeiro em seu novo estádio. Via-se carrinhos, divididas duras e reclamações em campo. Mas nem sinal de uma jogada trabalhada e bem executada. O mau futebol foi o retrato do primeiro tempo.

O gol do Figueirense tirou o time de Mano da letargia. Nessas horas surgem goleiros como Tiago Volpi, que evitou gols de Jadson e Guilherme. Não evitaria o de Guerrero, mas o atacante errou a bola. Romarinho, que abria a boca no banco de reservas em bocejos seguidos, melhorou o time e os quinze minutos finais foram de busca insistente pelo gol de empate. As melhores jogadas foram pelo lado do campo. Mas a zaga do Figueirense cortou todos os lances. Thiago Heleno, ex-Palmeiras, jogou muito bem.

E ficou claro àquela altura que a mesma motivação que tinha o Corinthians em estrear com o pé-direito na Arena também se via no time catarinense. Nenhum jogador do Figueirense brincou em serviço, como se o objetivo fosse mesmo estragar a festa do Corinthians. Carimbar o Itaquerão. E assim foi. O Corinthians só volta a jogar no Itaquerão depois da Copa. E até a parada para o Mundial, vai mandar dois jogos no Canindé, porque o Pacaembu também será usado pela Fifa.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 1 FIGUEIRENSE

CORINTHIANS - Cássio; Fagner (Danilo), Cléber, Gil e Fábio Santos; Ralf, Guilherme, Renato Augusto e Jadson (Paulinho); Luciano (Romarinho) e Guerrero. Técnico: Mano Menezes.

FIGUEIRENSE - Tiago Volpi; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno e Guilherme Lazaroni; Paulo Roberto, Luan, Rivaldo (Jefferson) e Giovanni Augusto (Dudu); Everton Santos e Ricardo Bueno (Jonathan). Técnico: Guto Ferreira.

GOL - Giovanni Augusto, aos dois minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Jailson Macedo Freitas (BA).

CARTÕES AMARELOS - Guilherme, Jadson, Romarinho, Cléber (Corinthians); Leandro Silva, Everton Santos (Figueirense).

RENDA - R$ 3.029.801,70.

PÚBLICO - 36.123 pagantes (36.694 presentes).

LOCAL - Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).

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