Figueirense destaca estrutura catarinense

A boa arrancada no Campeonato Brasileiro da Série A, refletida na manutenção da liderança isolada e desempenho de 100% de pontos nas três primeiras rodadas, é atribuida a um conjunto de fatores pré-definidos em execução pelo Figueirense na atual temporada. O time que no seu primeiro ano de participação na Série A (2002) conquistou sua primeira vitória somente na sexta rodada e teve que esperar até a oitava partida para comemorar os três pontos em um jogo do campeonato do ano passado, começou a Série A/2004 sob o embalo da conquista do tricampeonato catarinense. Para o técnico Dorival Júnior, este foi um dos mais importantes fatores para fazer do Figueirense o clube com a melhor regularidade no Nacional. "Não foi por acaso que alcançamos este estágio. O Figueirense está dando uma mostra muito grande de que o futebol em Santa Catarina, especialmente o campeonato catarinense, cresceu muito e está em excelente nível. O regional fez com que o time evoluísse bastante a ponto de se equiparar aos melhores do futebol brasileiro", destaca Júnior, que é sobrinho do lendário Dudu, ex-volante do Palmeiras. Ele também atribui à união e ao espírito coletivo do time o bom momento que vive o alvinegro catarinense. Comparativamente ao perfil da equipe que disputou o Nacional do ano passado, o treinador afirma que a técnica do time atual é uma das principais diferenças. "No ano passado a velocidade era a nossa característica. Hoje o perfil do time é a técnica que possui. Houve também uma maturação natural dos jogadores que ficaram no grupo. Até quando vamos manter esta regularidade não sei. Só sei que estaremos jogando sempre no nosso limite e preparados para uma eventual queda de rendimento." O volante Jeovânio, que virou uma referência de força e marcação no meio-de-campo, acrescenta que o sucesso do time nas primeiras rodadas está associado à largada com vitória no campeonato. "Enfrentamos um grande time na estréia (Internacional). Aquela partida foi fundamental para dar moral para o time vencer também o Atlético, em Curitiba. Antes mesmo do campeonato, já sabíamos que uma boa largada, em casa, representaria também o sucesso do time fora. A gente partilhou deste princípio e deu tudo muito certo", analisa o volante. Rodrigo Prisco, filho do presidente licenciado Paulo Prisco Paraíso, destaca que o sucesso do time também é atribuído à convivência harmoniosa dos jogadores dentro e fora de campo. "É um grupo sereno, possui unidade e acima de tudo é profissional." Na função de diretor de Futebol, Rodrigo acrescenta que a linha de objetivos instituídos pelo clube e levado aos jogadores no início da temporada vem sendo cumprida religiosamente. Inicialmente, o compromisso é de conquistar, de imediato, pontos suficientes que possam afastar o clube de qualquer possibilidade de rebaixamento. Depois de superada esta meta, o objetivo será o de superar a 11ª colocação obtida no Brasileiro do ano passado e assim brigar por uma vaga na Taça Libertadores da América de 2005, um feito inédito na história de 82 anos de fundação do clube. No ano passado, o Figueirense já obteve uma façanha inédita com a 11ª colocação na Série A. A participação na Copa Sul-americana deste ano foi uma conquista inédita para o clube, que participará oficialmente de uma competição internacional pela primeira vez.

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 18h07

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