AFP
AFP

Família de Batistuta desmente novo pedido de amputação do craque

Craque argentino sofre de dores nos joelhos desde aposentadoria

O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 19h17

O ex-jogador argentino Gabriel Batistuta não consegue andar por dores no joelho e pensa em amputar a perna, segundo informações do jornal colombiano Las 2 Orillas deste final de semana. A situação do maior artilheiro da albiceleste se daria pelo excesso de medicamentos durante sua carreira, principalmente infiltrações nos joelhos e tornozelos, para amenizar a dor e diminuir o tempo de recuperação. 

Tal condição já havia sido divulgada pelo próprio atleta no ano passado, quando deu entrevista ao canal de televisão argentino TYC Sports. "Não conseguia me levantar da cama e precisava urinar através de uma sonda. Cheguei a pedir a meu médico para cortar minhas pernas fora. Olhava para Oscar Pistorius (atleta paralímpico) e pensava que aquela era a melhor solução. O médico, porém, não queria", contou Bati. 

No entanto, nesta segunda feira, o filho do ex-jogador Lucas Batistuta desmentiu e disse que o pai está bem aos jornais Olé e TN

O médico Roberto Avanzi, que realizou a cirurgia em um dos tornozelos de Batigol há três anos, também disse que o desejo de amputação foi um pedido antigo do ídolo argentino. O doutor confirmou, no entanto, que a principal causa para tantas dores nas pernas de Batistuta sejam as infiltrações constantes que ele recebia. 

"Bati estava insuportável. Veio um dia ao consultório e me disse que queria fazer como Pistorius e cortar os joelhos. Ele disse sério. Disse: 'assim não quero viver'. Mas isto foi há três anos. Nós conversamos, eu o tranquilizei e fizemos uma cirurgia, só podia ser em um tornozelo. Depois, ele ficou fantástico. Começou a andar a cavalo, a jogar polo de novo e estava bem. Agora, queremos operar o outro tornozelo, mas temos que colocar uma prótese. Conversamos outro dia, pois ele está pensando seriamente em fazê-lo. Mas as próteses de tornozelo são recentes, só há cinco anos de experiência e não quero experimentar com ele. Quero ter a segurança que ele andará bem, pedi que espere para ver os resultados", contou Roberto Avanzi à Rádio Del Plata.

Após começar no Newell's Old Boys, Gabriel Batistuta atuou por River Plate, Boca Juniors, Fiorentina, Roma, Inter de Milão e encerrou a carreira no Al-Arabi, do Catar, em 2003. Batigol é o maior artilheiro da história da seleção da Argentina, com 56 gols em 78 partidas. 

Ele também é o maior goleador da albiceleste em Copas do Mundo, com 10 tentos em três edições do torneio. O ex-jogador também é o único a conseguir anotar hat-tricks em dois mundiais diferentes, o primeiro em 1994, sobre a Grécia, e outro em 1998, sobre a Jamaica. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.