Fim de Blatter abre caminho para uso de replay na arbitragem

Fim de Blatter abre caminho para uso de replay na arbitragem

Nova decisão sobre tecnologia será tomada no 1º semestre de 2016

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2015 | 19h26

A eleição na Fifa vai decidir o futuro da tecnologia no futebol. Como estava previsto desde a reunião da International Board em fevereiro, uma decisão  será tomada no início de 2016 para definir se os replays poderiam ser usados em vídeos para auxiliar a arbitragem e, se aprovado, os testes começarão no segundo semestre. Mas o fim da era de Joseph Blatter na entidade e o afastamento de Jerome Valcke abrem caminho para a nova proposta.

O uso do vídeo estava na agenda da International Football Association Board (IFAB) há seis meses. O órgão é espécie de diretório que se ocupa de proteger as regras do jogo formado pelas quatro federações britânicas e pela Fifa.

 

Mas a Fifa bloqueou uma propostas de cartolas europeus para testar o uso de replay nos jogos. Novos estudos sobre os assuntos foram solicitados para 2016, assim como uma decisão. Mas não havia uma data para o início dos testes. 

Agora, com uma nova administração assumindo a entidade a partir de março, a esperança da IFAB é de que os testes possam começar, inclusive no Brasil, que pediu a autorização para testar o vídeo.

" Devemos ter essa discussão em março e, se aprovada, começaremos os testes no segundo semestre de 2016 ", declarou Lucas Brud, o secretário da IFAB. A diferença em relação ao encontro de fevereiro, porém, é que o voto da Fifa será certamente diferente. Blatter deixa seu cargo em fevereiro.  

Provas já estavam ocorrendo com a Federação Holandesa de Futebol, permitindo em alguns jogos os árbitros mantivessem contato com outro juiz fora de campo e que estariam assistindo a partida por um vídeo. Se alguma dúvida surgisse, o árbitro poderia solicitar imediatamente o apoio.

Mas os holandeses esperavam um sinal verde em fevereiro para testar o sistema no campeonato nacional. Pelo menos mais duas federações nacionais - Inglaterra e Escócia - saíram em defesa do projeto. "Nós teríamos aprovado a ideia", declarou naquele momento o presidente da federação escocesa, Steward Regan.

Mas a Fifa vetou. "Ainda não está claro o que seria a proposta do uso do vídeo", declarou em fevereiro Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa. "Essa seria a maior decisão jamais adotada na história moderna do futebol e que teria um grande impacto no futuro do jogo", argumentou. 

Com Valcke afastado e Blatter fora da entidade, a esperança é de que os testes se transformem em realidade.

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