Final da Copa coloca em jogo rivalidade histórica

Há uma grande rivalidade em jogo na decisão da Copa do Mundo, que será disputada entre Itália e França, domingo, em Berlim, às 15 horas (de Brasília). Os italianos não gostam de falar em vingança, mas é certeza que, se vencerem, todos se lembrarão de 2 de julho de 2000, quando perderam para a França uma Eurocopa que parecia definida. Wiltord empatou o jogo aos 49 minutos do segundo tempo - Delvecchio havia aberto o placar aos 10 minutos da etapa final. E Trezeguet fez o gol da vitória - a decisão era pelo ?gol de ouro? - aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação. A rivalidade não começou aí. Em 1938, a Itália venceu a França por 3 a 1 nas quartas-de-final do Mundial, que se realizava na França, e conquistou o título vencendo a Hungria por 4 a 2. E foi com uma vitória por 6 a 2 contra os franceses, em 1910 que a Itália fez sua primeira partida profissional de futebol. Os números mostram uma boa vantagem italiana com 17 vitórias, oito empates e sete derrotas em 32 jogos. Marcou 75 gols e sofreu 44. A França, no entanto, saiu em vantagem nos dois últimos confrontos em Copas: em 1986, bateram a Itália, campeã do Mundial anterior, por 2 a 0, nas oitavas-de-final. E em 1998, no caminho para seu único título até agora, em casa, a França venceu por 4 a 3, nos pênaltis, nas quartas-de-final, após 120 minutos de bola rolando sem gols. Mesmo com esses dados favoráveis, os jornalistas italianos sentiram certo desconforto com a vitória francesa contra Portugal. Sabem que vão ter pela frente um adversário duro na marcação e com o craque Zidane em busca da mais gloriosa aposentadoria na história do futebol francês.

Agencia Estado,

06 Julho 2006 | 12h43

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.