Final da Copa do Mundo foi vista por mais de um bilhão de pessoas

Final da Copa do Mundo foi vista por mais de um bilhão de pessoas

Balanço divulgado pela Fifa nesta terça mostra que partida entre Alemanha e Argentina bateu recordes históricos de audiência

JAMIL CHADE - CORRESPONDENTE EM GENEBRA, O Estado de S. Paulo

23 Setembro 2014 | 14h33

A final da Copa do Mundo no Brasil foi vista por mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, batendo todos os recordes de um evento internacional da história. Os dados foram divulgados nesta terça em Zurique pela Fifa, que revelou que o Mundial foi marcados por superar todos os recordes em termos financeiros, de público e de dimensões. A entidade admite que ainda não compilou todos os dados em termos de audiência para o Mundial, mas já indica que os números superaram a Copa de 2010 e baterão um recorde. Só na partida entre Argentina e Alemanha, com vitória para o time alemão por 1 a 0, a audiência foi equivalente a 13 mil Maracanãs lotados.

O torneio bateu todos os recordes de audiência em países como Alemanha, Holanda, Estados Unidos e Bélgica. Na Alemanha, a decisão foi o evento mais visto da história da tevê local, com 34,7 milhões de pessoas. No Facebook, 451 milhões de pessoas usaram o conteúdo social da Fifa durante a competição.

Usando números da FGV, a entidade declarou em Zurique que um total de 14 milhões de postos de trabalho foram criados no País nos últimos anos por causa da Copa. Os investimentos feitos no evento geraram aos cofres públicos nacionais US$ 7,2 bilhões (R$ 16,6 bilhões) em impostos pagos por operadores, empresas e torcedores. A Fifa teve uma renda recorde na Copa, com um total de US$ 4,5 bilhões (10,4 bilhões) embolsados. A entidade, por um acordo, não paga impostos nem no Brasil nem na Suíça, sua sede. Em sua avaliação, a Fifa não explica que esses investimentos foram em grande parte feitos pelo próprio Brasil e com dinheiro público.

A Fifa está reunida nesta semana em Zurique, no primeiro encontro de sua cúpula depois da Copa. Num esforço para defender seu legado no Brasil, a entidade indicou que investiu mais de US$ 850 milhões (R$ 1,9 bilhão) na organização do evento e que gastou mais de R$ 500 milhões apenas em noites de hotel. Os organizadores pegaram 12 mil vôos em dois anos.

A entidade voltou a lembrar que prometeu US$ 100 milhões (R$ 231 milhões) para o desenvolvimento do futebol no Brasil e que 14 milhões de postos de trabalho foram criados em quatro anos "por causa da Copa do Mundo". Apenas no setor de serviços de alimentação dos estádios a Copa, gerou 15 mil empregos, além de 1,2 mil nas lojas. 17 mil pessoas trabalharam na área de hospitalidade e 29 mil trabalhadores atuaram em serviços terceirizados. No setor do transporte foram 3,1 mil motoristas empregados.

DIMENSÕES

Numa Copa de todos os recordes, a Fifa ainda apontou que as equipes viajaram 280 mil quilômetros, o equivalente a sete voltas pelo mundo. Dentro da entidade, não são poucos os que dizem que jamais repetirão esse modelo. Apenas entre jogadores e funcionários, foram mais de 18 mil passageiros transportados pelo pelo Brasil.

O público total chegou a 3,4 milhões de pessoas nos 64 jogos, com a venda de 3,1 milhões de ingressos: 64% foram para brasileiros e 34% para estrangeiros. Os americanos foram os turistas estrangeiros que mais viajaram ao Brasil, com 200 mil torcedores. A operação ainda exigiu 1,4 mil carros oficiais e 422 ônibus.

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