JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Final da Libertadores marca nova era na América do Sul

Duelo entre Independiente Del Valle e Atlético Nacional é o primeiro sem brasileiros ou argentinos desde 1991

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2016 | 05h30

Independiente Del Valle e Atlético Nacional decidem, a partir desta quarta-feira, a Libertadores 2016. As equipes, que bateram os gigantes São Paulo e Boca Juniors nas semifinais, conseguiram um feito na atual edição: desde 1991, é a primeira vez que a final do principal torneio do continente não terá times brasileiros ou argentinos, e, em toda a história da competição, esta vai ser apenas a sétima edição em que isso acontece.

Famosos por, tradicionalmente, possuírem as melhores escolas de futebol da América, Brasil e Argentina estão longe de seus melhores dias. Além das seleções, que não conseguem ganhar títulos recentes e vêem o Chile ser soberano no continente, vencendo as duas últimas edições da Copa América, os clubes também já não são mais tão dominantes perante os rivais de países vizinhos como em anos anteriores. Tanto é que, desde 1991, a longínqua final de Libertadores entre Colo-Colo e Olímpia, ao menos um clube brasileiro ou argentino chegava à decisão do torneio. No período, clubes como São Paulo, Inter, Boca e River foram campeões continentais mais de uma vez. Dessa vez, porém, a final será entre times da Colômbia e Equador, fato inédito na história da competição.

Melhor time da primeira fase, o Atlético Nacional não pode ser considerada uma surpresa na final, já que sofreu apenas uma derrota na competição inteira e, apesar de ter perdido peças importantes na equipe durante a parada para a Copa América, soube fazer a reposição e contratou, entre outros nomes, o centroavante Miguel Borja, autor de quatro gols nas duas partidas semifinais contra o São Paulo. A equipe, apesar da polêmica de arbitragem, muito contestada pelo clube paulista tanto no primeiro quanto no segundo jogo, venceu os dois jogos e, por isso, pode ser considerado favorito na final. Outro fator que conta a favor dos colombianos é que eles possuem muito mais experiência na competição e, além do título em 1989, já chegaram até a final da Libertadores em 1995. Além do time de Medellín, o único colombiano que já esteve no posto mais alto do continente foi o Once Caldas, em 2004.

Do outro lado da final aparecem os equatorianos do Independiente Del Valle, que, entre outras coisas, conseguiram o feito de eliminar o River Plate, atual campeão do torneio, nas oitavas de final e o Boca Juniors na semifinal e, assim como seu rival, vencendo os dois jogos, inclusive na temida Bombonera, estádio do clube argentino. A equipe tenta dar o segundo título para o Equador, que comemorou a conquista em 2008, quando a LDU superou o Fluminense em pleno Maracanã. A favor do Del Valle, que tem em Sornoza e José Angulo suas grandes armas, com os dois tendo marcado seis gols na Libertadores, está o grande apoio da torcida no primeiro jogo: todos os 34 mil ingressos para a partida no Estádio Atuhalpa de Quito foram comercializados antecipadamente, até a segunda-feira.

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