Javier Gonzalez/AFP
Javier Gonzalez/AFP

River e Boca entram em acordo e adiam final da Libertadores para domingo, às 18h

Jogo foi adiado após ônibus do time visitante ter sido apedrejado na chegada ao estádio

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2018 | 17h21
Atualizado 24 de novembro de 2018 | 22h13

Violência, jogadores feridos e um longo impasse fizeram a final da Copa Libertadores ser adiada de sábado para este domingo, às 18h (de Brasília). Foram três horas de indecisão até River Plate e Boca Juniors chegarem a um acordo e remarcarem o jogo, que está mantido para o estádio Monumental de Nuñez. 

A confusão começou após o ônibus do Boca Juniors ter sido apedrejado, no momento em que chegava ao estádio do River Plate. Jogadores se machucaram com os estilhaços de vidro. O capitão do time visitante, Pablo Pérez, com cortes no braço e ferimento no olho, foi encaminhado ao hospital e não deve ter condições de atuar neste domingo.

 

O jogo estava marcado inicialmente para começar às 18h (de Brasília) de ontem. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) tentou convencer os dirigentes do Boca a realizar a partida e chegou a postergar o horário por duas vezes. 

Enquanto isso, mais de 60 mil torcedores nas arquibancadas aguardavam uma decisão. Nem os responsáveis pela organização da final sabiam direito o que fazer. O palco para o cerimonial chegou a ser montando e desmontado no gramado por duas vezes. Por fim, a Conmebol entendeu que não havia condições de jogo.

“O futebol não é uma guerra. De início, dava a entender que seria possível a realização da partida, mas isso mudou. O bom senso viu que não havia condições. Os dois clubes entenderam que não havia condições e houve um acordo de cavalheiros”, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez. 

Dirigentes de Boca Juniors e River Plate se reuniram com representantes da Conmebol e também com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Médicos da entidade sul-americana chegaram a emitir comunicado para dizer que examinaram dois jogadores do Boca e que não havia motivo para o adiamento. 

Em meio ao impasse, o diretor do time visitante, Jorge Anró, avisou que não havia clima para acontecer a final. Segundo ele, o elenco não estava em condições de entrar em campo. 

O atacante Tevez, um dos líderes do Boca, também falou com a imprensa antes da decisão oficial e reclamou que estavam tentando obrigar a equipe a entrar em campo. “Querem jogar uma partida que para a gente não foram dadas as melhores condições. Os presidentes da Conmebol e da Fifa querem que joguemos a partida”, disse. “Saímos (do vestiário) para dizer que estão nos obrigando a jogar, temos três companheiros que não estão bem”.

Além do ferimento do capitão da equipe, Gonzalo Lamardo machucou o olho e outros atletas foram vítimas de spray de pimenta vindo da torcida do River: o próprio Tevez, além de Fernando Gago e Julio Buffarini.

O primeiro duelo da decisão aconteceu no La Bombonera e terminou empatado por 2 a 2 sem confusão. Mas vale lembrar que não é a primeira vez que Boca e River se enfrentam pela Libertadores em um duelo repleto de polêmicas. Em 2015, o clássico entre as equipes nem chegou a acabar. Pelas oitavas de final, em La Bombonera, quatro jogadores do River foram atacados com uma mistura caseira de pimenta e ácido quando regressavam pelo túnel para o segundo tempo. A partida foi cancelada e a Conmebol eliminou o Boca Juniors.

 

 

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