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Wilton Junior/Estadão
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Final da Libertadores sem público vira desafio extra aos órgãos de segurança do Rio

Possibilidade de aglomerações de santistas e palmeirenses em hotéis e caravanas coloca autoridades em alerta; reunião no dia 22 definirá logística

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2021 | 12h09

Marcada para às 17h do próximo dia 30, no Maracanã, a final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Santos se tornou um desafio extra para os órgãos de segurança. Mesmo que a cidade do Rio tenha se especializado em organizar grandes eventos e decisões esportivas, a proibição de público no confronto decisivo entre as equipes paulistas gera um desafio extra em meio à pandemia.

O temor das autoridades é de que a facilidade de deslocamento de torcedores de São Paulo para o Rio acabe fazendo com que verdadeiras caravanas se dirijam à capital fluminense. Isso porque se tornou comum nos jogos da Libertadores a aglomeração de torcedores do lado de fora dos estádios. Os grupos costumam esperar a chegada do ônibus com a delegação de suas equipes, e ficam no local até o fim dos jogos.

Nos últimos anos, o Maracanã sediou final de Copa do Mundo e final olímpica de futebol, além da decisão de uma Copa Sul-Americana envolvendo Flamengo e Independiente. Todos esses jogos exigiram forte aparato de segurança e ampla área com restrição de acesso ao estádio.

Das três partidas, houve tumulto generalizado nos arredores no jogo entre brasileiros e argentinos, em dezembro de 2017. Foi a partir daí que foi criada uma força tarefa envolvendo dezenas de órgãos públicos, tanto municipais quanto estaduais. O grupo inclui áreas de segurança, de justiça, de ordem pública e até mesmo de limpeza urbana.

Uma reunião preliminar para tratar da final do próximo dia 30 foi realizada pela força tarefa na semana passada, e um novo encontro acontecerá na próxima sexta-feira, 22. A proibição de torcedores mesmo nos arredores do estádio, uma exigência em tempos de pandemia, será o tema central.

Segundo o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, do Ministério Público do Rio, no primeiro encontro foram discutidas "não só questões relativas  à segurança no estádio e seu entorno, mas também a possibilidade de aglomerações em hotéis, caravanas, entre outros". E a definição do confronto entre duas equipes de São Paulo fará com que a próxima reunião trate "das especificidades da logística dos envolvidos".

As medidas que serão tomadas não foram anunciadas, mas uma possibilidade é repetir o que foi feito na véspera do último réveillon. Na ocasião, barreiras foram montadas nos acessos à cidade e elas impediram a entrada de vans, ônibus e micro-ônibus fretados.

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