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Cristiano Ronaldo marcou 16 gols nesta edição da Liga AFP

Final da Liga dos Campeões amplia domínio espanhol

Real Madrid e Atlético de Madrid se enfrentam em Milão

O ESTADO DE S.PAULO

28 de maio de 2016 | 07h00

Pelo terceiro ano consecutivo um clube espanhol conquistará o título da Liga dos Campeões. Em uma reedição da decisão de 2014, Real Madrid e Atlético de Madrid fazem o jogo mais aguardado da temporada, no estádio San Siro, em Milão, às 15h45.

O Real Madrid foi campeão em 2014, conquistando a ‘La Décima’, e o Barcelona ganhou o título no ano passado. A final deste ano consolida a hegemonia espanhola no principal torneio de clubes do mundo.

A Espanha já conquistou 15 títulos em 60 anos de Liga dos Campeões: o Real foi campeão dez vezes e o Barcelona, cinco. Hoje, o Atlético de Madrid, que já chegou a duas finais, tenta seu primeiro título. Por isso o jogo é considerado um dos mais importantes na história do time colchonero.

“Esperamos que seja um dia único na história do nosso clube”, afirmou o atacante do Atlético Fernando Torres. “Eu tive a sorte de ganhar com o Chelsea, mas esta será especial. Será a partida da minha vida, sem dúvida”, afirmou o atacante, que nunca venceu um título defendendo o Atlético de Madrid.

De qualquer forma, com o troféu deste sábado, a Espanha conquistará sua 16.ª Liga dos Campeões, superando em quatro títulos os países segundo colocados, Inglaterra e Itália, com 12 títulos cada um.

A hegemonia do Real Madrid, maior vencedor do torneio, começou a ser construída nos anos 50, com o esquadrão formador por Di Stéfano, Puskas e Gento, conquistando o até hoje inédito pentacampeonato, de 1955 a 1960.

O Barcelona só diminuiu a diferença para o maior rival nos últimos dez anos, liderado por Messi, quando conquistou quatro títulos – antes o Barça só havia sido campeão em 1992, com Johan Cruyff como técnico e Guardiola e Stoichkov dentro de campo.

O décimo título do Real, o único da era Cristiano Ronaldo, encerrou uma espera de 12 anos. E foi graças à atuação do zagueiro Sérgio Ramos, capitão do time, que os merengues foram campeões em 2014.

“A recordação que eu tenho daquele título é muito bonita, se eu tivesse que escrever um filme seria daquele jeito, mas agora encaro essa final como se não tivesse ganho nenhuma Liga dos Campeões”, disse.

Sérgio Ramos marcou o gol aos 48 minutos do segundo tempo na final em Lisboa, levando a decisão para a prorrogação. No tempo extra, o Real deslanchou e ganhou por 4 a 1.

“Uma final se decide em pequenos detalhes. E nós estamos pensando nesses pequenos detalhes. Todos querem ganhar uma final. Temos de ter intensidade, trabalhar e correr. Esses pequenos detalhes vão fazer a diferença”, disse o lateral-esquerdo Marcelo, que marcou um dos gols na prorrogação em 2014.

Cristiano Ronaldo, confirmado no ataque do Real, é o artilheiro da Liga, com 16 gols, e tentará ser decisivo na final deste sábado. Do lado do Atlético, o atacante francês Antoine Griezmann, com sete gols, tem feito a diferença para equipe. Os rivais vão com força máxima para a decisão, que contará com um San Siro lotado em Milão.

Vencer o título da Liga dos Campeões rende um bom dinheiro, mesmo para equipes milionárias como o Real Madrid, por exemplo. O campeão recebe da Uefa 15 milhões de euros (R$ 60 milhões). Fora o que o clube já recebeu por chegar à final – o campeão pode ganhar até  54 milhões de euros (R$ 216 milhões), somando as vitórias na fase de grupos e a participações em todos os mata-mata.

FORÇA

O domínio espanhol também se entende à Liga Europa. O Sevilla venceu pela terceira vez consecutiva a competição e aguarda o vencedor entre Real e Atlético de Madrid para a disputa da Supercopa Europeia, mata-mata que abrirá a temporada 2016-2017, no dia 9 de agosto, na Noruega. Será a quarta final da Supercopa 100% espanhola e a terceira consecutiva.

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Simeone contra Zidane marca duelo de estilos

Técnicos se enfrentam na final da Liga dos Campeões

O ESTADO DE S.PAULO

28 de maio de 2016 | 07h00

Em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, que atuou com Zidane no Real Madrid e Diego Simeone na Inter de Milão, foi sincero e disse que não gosta do estilo de jogo do Atlético de Madrid.

Ronaldo não é o único. O "Cholismo" de Simeone é criticado pela sua postura defensiva, uma retranca moderna. “Não gosto do que Simeone transmite (como estratégia) aos jogadores. Faz a equipe jogar muito bem, mas é um jogo fechado e que busca o contra-ataque”, disse o Fenômeno.

Simeone, que recebeu o apelido de Cholo quando ainda jogava no Vélez, rebateu ao seu estilo: ‘Tenho um grande respeito a jogadores como o Ronaldo. Mas o futebol é como política e religião. Cada um tem sua opinião”, afirmou em entrevista coletiva no estádio San Siro.

O treinador argentino, ex-jogador do Atlético de Madrid, é ídolo do clube e dono de uma maneira própria de pensar o futebol. Ao seu modo, conseguiu levar o time a conquista de um título espanhol, desbancando Barcelona e Real, e a uma final de Liga dos Campeões depois de 40 anos, em 2014.

Perdeu para o Real e vê a chance de uma revanche hoje. Em entrevista recente, quando foi confrontado com o estilo de jogo dos times de Pep Guardiola, respondeu com uma frase direta: “Meu esporte é ganhar.”

E ganhou. Passou pelo Bayern de Guardiola na semifinal da Liga dos Campeões e colocou o Atlético de Madrid em mais uma final da Liga dos Campeões. Nas quartas, já havia eliminado o Barcelona.

No outro banco de reservas, estará também um ex-jogador e campeão da Liga dos Campeões pelo Real como atleta, em 2001. Em 2014, foi auxiliar de Carlo Ancelotti. Zidane assumiu o time em janeiro, quando Rafa Benítez foi demitido. “A pressão como jogador e treinador é diferente. E Ancelotti já me disse antes da final em Lisboa: ‘Espero que você viva essa experiência como técnico."

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