Nick Potts/AP
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Final da Liga dos Campeões deixa polícia em alerta e fecha teto de estádio

Cardiff vive clima de tensão após atentados em Manchester e times vão disputar a taça em ambiente com segurança reforçada

O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2017 | 23h00

A preocupação com a segurança vai fazer a final da Liga dos Campeões deste sábado ser disputada pela primeira vez em um estádio coberto. A organização exigiu que o teto retrátil do Millenium Stadium, em Cardiff, seja fechado para evitar o risco de ataques com drones explosivos durante o encontro entre Juventus e Real Madrid.

O temor no Reino Unido de novos atentados terroristas se intensificou depois do atentado em Manchester, durante o show da cantora Ariana Grande, no último dia 23. O ataque deixou 22 mortos e 64 feridos.

As autoridades galesas estimam que a decisão deve fazer a cidade receber 170 mil pessoas durante o fim de semana. Os torcedores vão encontrar um evento em versão mais enxuta em comparação a anos anteriores. As atrações prévias, com a presença de ex-jogadores e shows musicais, foram transformadas apenas em pontos de encontro.

A Uefa cancelou as fan zones, locais públicos onde a final é transmitida ao vivo em telões. O objetivo é diminuir o risco gerado pela grande aglomeração de pessoas. Nos arredores do estádio, quem for ao jogo vai passar por várias barreiras de revista e checagem dos ingressos. O perímetro de circulação exclusiva para quem vai trabalhar ou acompanhar a decisão foi ampliado. O patrulhamento da região da decisão da Liga dos Campeões será feito por 2 mil policiais.

xcepcionalmente, os times treinaram no local do jogo sem a presença dos jornalistas. Segundo o jogador mais velho da decisão, o goleiro Buffon, de 39 anos, a atmosfera diferente e a partida em local coberto não devem afetar a preparação. "Já joguei em estádios cobertos e não há diferença. Se a medida preserva o campo e melhora o espetáculo, está ótimo", disse.

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