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Final da Liga dos Campeões será confronto direto pelo prêmio de melhor do mundo

Neymar, Mbappé, Lewandowski e Müller travam disputa individual pela honraria da Fifa

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2020 | 18h27

No próximo domingo a final da Liga dos Campeões, em Lisboa, não será apenas a disputa pelo título entre Paris Saint-Germain e Bayern de Munique, que bateu o Lyon nesta quarta. O confronto também valerá como uma confronto direto entre os candidatos ao posto de melhor jogador do mundo da Fifa nesta temporada. Os mais cotados são os grandes protagonistas das equipes: Neymar e Mbappé, pelo lado francês, diante do polonês Robert Lewandowski e do alemão Thomas Müller.

PSG e Bayern levam à decisão o peso de terem dominantes nas suas ligas locais nos últimos anos, graças principalmente ao talento desses craques. Nesta temporada, os dois foram campeões das ligas nacionais e tiveram também campanha de destaque em outras competições. Os franceses venceram a Copa da França, a Copa da Liga e o Troféu dos Campeões. Já o Bayern venceram a Copa da Alemanha.

Neymar encara a final como o último passo antes de cumprir o grande objetivo de levar o PSG ao inédito título da Liga dos Campeões. Nesta temporada, o atacante atuou em 26 partidas, marcou 19 gols e deu 12 assistências. O brasileiro se transferiu ao futebol francês em 2017 em busca do protagonismo que não tinha no Barcelona e agora, três anos depois, demonstra o quanto pode ser decisivo para um time.

Após ter feito uma parceria no Camp Nou com Messi e Suárez, Neymar encontrou em Paris um novo companheiro de ataque. O francês Kylian Mbappé, de apenas 21 anos, fez 30 gols em 36 partidas nesta temporada. Decisivo nos dois últimos jogos da Liga dos Campeões, o atacante veloz e driblador compartilha com o brasileiro o status de estrela do PSG.

No entanto, o adversário na decisão tem um protagonista que vive fase excelente. O polonês Lewandowski tem 55 gols em 52 jogos na temporada. O momento dele é tão positivo que por dez partidas consecutivas o atacante tem marcado. Nas últimas 25 vezes em que entrou em campo, em somente quatro jogos o camisa 9 do time alemão não deixou o dele. Se continuar assim e for decisivo na final de domingo, Lewandowski se torna um grande favorito ao prêmio.

Junto com o polonês quem se destaca é o parceiro dele de ataque, o alemão Thomas Müller. Apesar de não ser um goleador, ele participou de 49 partidas e anotou 14 vezes. O forte dele mesmo são as assistências, quase sempre endereçadas ao próprio Lewandowski. O alemão estabeleceu nesta temporada o recorde no Campeonato Alemão de 21 passes para gols.

A importância do título para esses jogadores aumenta porque os favoritos habituais ao prêmio da Fifa já foram eliminados do torneio continental. O Barcelona, de Lionel Messi, foi massacrado por 8 a 2 pelo Bayern de Munique nas quartas de final. A Juventus, de Cristiano Ronaldo, se despediu ainda mais cedo, ao cair nas oitavas de final diante do Lyon, da França.

Historicamente o prêmio da Fifa é entregue ao jogador que se destaca ou na Liga dos Campeões ou na Copa do Mundo do respectivo ano. Foi assim, por exemplo, com o croata Luka Modric, em 2018. Neste ano a cerimônia ainda não tem data para ser realizada e em vez de uma festa de gala, como nas últimas ocasiões, deve ser marcada por um evento online de premiação.

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