Final do Cearense é adiada na justiça

O Campeonato Cearense 2004 de futebol virou uma novela. Nesta quarta-feira à noite a desembargadora Edith Bringel Olinda Alencar, do Tribunal de Justiça do Estado, concedeu uma liminar suspendendo as partidas finais da competição entre Ceará e Fortaleza, que seriam nesta noite e no próximo domingo (19), no Estádio Castelão. A jurista atendeu a uma solicitação do torcedor do Ceará, Rogério Nogueira Gurgel, que alegou que o Ceará não tinha jogadores suficientes para formar um time. Ela estabeleceu um prazo de dez dias para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recorrer da decisão. Esta decisão judicial foi cumprida pelo oficial de justiça David Dias Albuquerque, que chegou ao estádio acompanhado pelo presidente do Ceará, Alexandre Frota. A liminar foi acolhida pelo delegado da partida, Raimundo Lenine Guimarães. O Fortaleza estava se aquecendo, quando a liminar chegou às 20h40min. Imediatamente os jogadores foram liberados. Os 30 torcedores que compraram ingresso terão o dinheiro devolvido a partir desta quinta, na Federação Cearense de Futebol (FCF). As finais eram para ter acontecido em abril, quando um problema no regulamento impediu que as partidas fossem realizadas. As regras estipulavam o fim do certame no dia 18. Mas, depois de um acordo entre os clubes, os jogos foram marcados para os dias 19 e 21. O Ceará foi a campo no dia 19, mas o Fortaleza, alegando cansaço por uma seqüência de jogos (quatro numa semana), não compareceu. A FCF remarcou as partidas para julho. Depois para agosto. O impasse agora foi criado pelo Ceará que não admitia mais ir a campo, dizendo que o campeonato já tinha terminado em 18 de abril. O caso foi parar no STJD que mandou a FCF marcar as finais para ainda este ano. Com isso, a Federação definiu que o campeão cearense de 2004 seria conhecido nos jogos de agora."Vamos encaminhar o processo para o STJD, pois a Federação não parte dele", disse o assessor jurídico da FCF, Mauro Carmélio. O presidente do Ceará, Alexandre Frota, afirmou que a liminar restabelecia a moralidade. O assessor da presidência do Fortaleza, Sérgio Papelim declarou que "o Fortaleza fez seu papel de vir a campo e agora vamos aguardar uma decisão do STJD".

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