Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Final do Paulista terá policiamento reforçado dentro do estádio

Arena terá 200 policiais para evitar confusões e possíveis invasões na decisão entre Palmeiras e Corinthians, neste domingo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2018 | 07h00

A final do Campeonato Paulista, neste domingo, entre Palmeiras e Corinthians, terá atenção especial da Polícia Militar. Os responsáveis pelo efetivo de segurança no estádio garantem que o jogo não será afetado por possíveis protestos partidários ou contrários ao ex-presidente Lula e prometem esquema especial à altura das principais partidas já realizadas na arena.

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A interdição das ruas ao redor do Allianz Parque começará mais cedo. Em vez de quatro horas antes da partida, como foi na terça-feira para o jogo com o Alianza, pela Libertadores, o bloqueio começará às 10 da manhã. "Vamos ter um incremento de efetivo dentro do estádio (200 policiais) em virtude de ser uma final e pela eventualidade de quererem invadir o campo. A maior atenção será na parte interna", explica o tenente coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Junior, do 2.º Batalhão de Choque, responsável pelo policiamento dos estádios do capital.

Na última terça-feira, o Batalhão de Choque foi à arena realizar treinamentos táticos de operação. Segundo o tenente-coronel, a realização de possíveis manifestações políticas no domingo pela capital paulista não vai interferir na organização para a partida."Os protestos não vão atrapalhar, pois são operações distintas de segurança. A preocupação será a mesma para o jogo, independentemente desses outros eventos na cidade", diz.

A Avenida Paulista será o grande foco de atenção das autoridades, principalmente por ser palco de comemorações no futebol. A PM estuda uma operação na região para evitar conflitos de torcedores. O Corinthians não pretende fazer nenhuma comemoração em caso de título. A preocupação da PM diz respeito a possíveis encontros de torcedores pelas ruas e estações de metrô da cidade. 

Por essas peculiaridades, a PM considera a decisão como uma ocasião diferente e de mobilização similar a outros grandes jogos, como os da seleção na arena. "A partida demanda atenção. É um jogo tão grande como se fosse da seleção brasileira", compara Gonzaga – em outubro, o estádio recebeu a partida entre Brasil e Chile, pelas Eliminatórias da Copa.

Pelo menos por parte da PM, um atenuante é o esquema de segurança que já é utilizado na região da arena desde outubro de 2016 e considerado como medida de sucesso. O cerco ao estádio consiste em uma área por onde só circulam pessoas com ingressos e moradores.

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