Cesar Greco/ SE Palmeiras
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Robson Morelli
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Quem leva? Final do Paulistão entre Palmeiras e São Paulo promete equilíbrio e jogos bem disputados

Rivais dão sinais claros de evolução e geram expectativa de confrontos quentes em nova decisão de Estadual, agora em duas partidas

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2022 | 05h00

O Palmeiras tem mais time do que o São Paulo. Está mais entrosado, tem um treinador em estado de graça e alguns degraus acima no trabalho em relação a seu rival na final do Paulistão. Pode se valer ainda de jogadores mais consagrados como Weverton e Dudu. Ocorre que o São Paulo também era mais fraco na decisão do Estadual do ano passado. Mesmo assim, empatou no Allianz Parque e depois ganhou no Morumbi. A condição se repete um ano depois. A primeira partida valendo o título do Campeonato Paulista está marcada para quarta-feira na casa tricolor, com a volta no domingo (ou sábado?) no reduto dos palmeirenses. Cada mandante poderá levar sua torcida, e apenas ela estará no estádio – uma burrice que as autoridades do futebol não conseguem resolver por causa das brigas dentro e fora de campo. E assim vai ser nesta semana.

O Palmeiras chega à sua terceira final seguida de Paulistão. Ganhou uma e perdeu outra. Sob o comando de Dudu e Raphael Veiga, joga melhor do que todos os seus adversários, com a possibilidade de ganhar o regional sem perder jogos. A última vez que isso aconteceu no clube foi em 1972. Faz tempo. Aquele Palmeiras tinha monstros sagrados em suas fileiras. O principal deles era Ademir da Guia. Mas havia outros, como Dudu, Leão, Luís Pereira, Leivinha e César.

Mas é do Corinthians, que caiu diante do São Paulo na semifinal da edição deste ano, com derrota, ontem, por 2 a 1, o título de último campeão invicto. Foi na temporada 2009, quando um camisa 9 gordinho dava o que falar. Era Ronaldo, atualmente dono do Cruzeiro.

Ao São Paulo, nesta decisão em duas partidas, de ida e volta, cabe o direito de desafiar, acreditar e confiar. O time de Rogério Ceni fez a segunda melhor campanha do Estadual. Não é pouco para quem quase desceu ao inferno no segundo semestre do ano passado, ameaçado de ser rebaixado e sem paz com sua torcida. Ceni e Muricy pediram para sair, mas foram convencidos pelo presidente de que 2022 seria um ano diferente. Rogério acreditou em Julio Casares e no seu próprio trabalho, na forma como pensa futebol e como queria montar o time. Demorou meses para acertar, mas agora tem o elenco nas mãos, joga com algumas variações e tem apostado nas tramas internas, pelo meio, para superar seus rivais. Se precisar, abre o jogo com atletas que tem no banco. Ceni nunca cobrou respeito, mas é preciso respeitá-lo. Com tempo, jogadores certos e trabalho, ele rearranjou o São Paulo que se credencia com méritos para tentar o bi do Paulistão.

Se o Palmeiras avançou em seu amadurecimento e competência, o São Paulo foi pelo mesmo caminho. Cresceu igual. Quem ganha com isso é o futebol paulista, as torcidas animadas e os dois finalistas. Vai ser fogo contra fogo.

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