Bruno Domingos/Divulgação
Bruno Domingos/Divulgação

Firmino diz realizar 'sonho de criança' na seleção brasileira

'Dunga espera muita movimentação', afirma atacante

ANDREI NETTO, Estadão Conteúdo

25 Março 2015 | 19h48

Roberto Firmino é tímido e calmo, mas não será por falta de atitude que deixará passar a oportunidade de assumir uma vaga no ataque da seleção brasileira, ao lado do astro Neymar. Aos 23 anos, o meia-atacante alagoano, destaque do alemão Hoffenheim deve fazer nesta quinta sua primeira partida como titular, aproveitando-se da brecha aberta pela lesão de Diego Tardelli. "É um sonho de criança", reconhece.

Firmino foi um dos três atletas escolhidos pela CBF para falar aos jornalistas nesta quarta, antes do último treino pré-jogo. Bombardeado com perguntas sobre sua titularidade no treino de terça, quando atuou ao lado de Neymar, o meia-atacante se esquivou de confirmar sua vaga. Segundo ele, Dunga ainda não lhe havia informado se jogaria ou não. "Ele ainda não falou comigo", assegurou.

Sobre as razões pelas quais foi escolhido e sobre o que pretende fazer em campo, Firmino foi breve. "O Dunga me observa e acho que espera muita movimentação, como eu faço no Hoffenheim. É como vou procurar jogar", disse ele, quase confirmando sua titularidade. "Imagino que fique à frente do Neymar em campo."

Filho de um torcedor do Fluminense, mas fã do Corinthians, Firmino se mostra bem adaptado à Europa. Cogitado pelo Manchester United, da Inglaterra, o jovem foge de questões sobre voltar ao Brasil e eventualmente defender seu time de infância. "Eu sou Corinthians. Desde pequeno gosto do clube, mas só penso aqui no meu momento", confessou o jogador, que se destacou no Figueirense antes de ir para a Europa. "Não planejo retorno ao Brasil ou jogar por lá. Estou feliz aqui na Europa."

Com personalidade, Firmino reconhece que sua temporada atual não é das melhores. Na anterior, foram 16 gols, contra seis agora, o que não lhe preocupa. "A gasolina está no copo. Só falta o fogo."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.