Fla-Flu: clássico vale título no Rio

Quase seis anos depois do "clássico do gol de barriga", quando Renato deu o título Carioca de 1995 ao Tricolor, a dupla Fla-Flu volta a realizar uma partida decisiva. Protagonistas do mais tradicional clássico do futebol brasileiro, se enfrentam, neste sábado, às 16 horas, no Maracanã, na final da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. O vencedor garante vaga na decisão da competição. Nos últimos anos, Vasco e Flamengo vinham dominando o Carioca, diante da decadência dos outros dois times grandes do Rio. Enquanto o Botafogo ainda não conseguiu reviver as glórias passadas, o Fluminense consolidou, neste ano, a sua recuperação na Copa João Havelange. Em sua caminhada até a final, os finalistas tiveram trajetórias distintas, em decorrência das diferentes características de cada uma das equipe. Com um futebol ofensivo, o Fluminense se tornou o ataque mais positivo do Carioca, com 17 gols, graças às boas atuações de Asprilla e Agnaldo. Sem Petkovic, seu principal jogador, o Flamengo teve na sua defesa o motivo de êxito. O clássico deste sábado deve retratar as campanhas dos rivais, pois o Zagallo tem desfalques graves para escalar o Rubro-Negro. Além do iugoslavo, que ainda se recupera de contusão, o treinador não contará com Edílson, que está com a seleção. Assim, a ordem é defender e superar o adversário com vontade. "O Flamengo vai ganhar na base da disposição", garantiu o zagueiro Gamarra, que reconhece a qualidade do adversário. Por causa dos desfalques, a tática na Gávea foi atribuir o favoritismo ao rival. "O Fluminense está superior por causa do entrosamento, mas na decisão nós sempre nos superamos", explicou o volante Rocha, um dos quatro jogadores de marcação que vai compor o meio-de-campo Rubro-Negro.Entre os tricolores, o discurso é oposto. Vencer não é suficiente: os jogadores prometem um futebol bonito. ?Espero jogar boa partida e dar espetáculo para a torcida?, diz o artilheiro Agnaldo. Para pressionar o Flamengo, o técnico Valdir Espinosa optou pelo sistema 3-5-2. Os alas Paulo César e Fernando Diniz terão liberdade para atacar. No meio-de-campo, o volante Fabinho, recuperado de contusão, volta para jogar ao lado de Marcão e Jorginho. A sua volta, assim com a de Paulo César, provocaram a barração de Roni, que ficou irritado por deixar o time titular. De início, Espinosa iria escalar Magno Alves, que renovou o contrato, em seu lugar. Mas, como o atacante não está com plenas condições físicas, mudou de idéia. Ambos serão opções para tornar o time mais ofensivo durante o jogo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.