Fla: mudanças podem começar por Júnior

O alívio pela permanência na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro deu lugar hoje à promessa de restruturação do futebol do Flamengo. Não somente na dispensa de boa parte do elenco, como também na mudança de alguns nomes da política do clube. E a primeira vítima pode ser o diretor-técnico Júnior, que ocupa um dos cargos remunerados do Fla-futebol, criado no início da gestão de Márcio Braga, empossado em janeiro de 2004, com o objetivo de profissionalizar o futebol. A falta de dinheiro, segundo ele, retardou o andamento do projeto. E, por conseqüência, desgastou Júnior, que teve de contornar focos de insatisfação no elenco por causa de salários atrasados. E, talvez por isso, o fim da relação com o Flamengo parece estar próximo. O diretor-técnico marcou entrevista coletiva para amanhã na Gávea, quando deve anunciar sua saída do clube, que defendeu com brilhantismo dentro das quatro linhas. "O Júnior não vai ficar longe, é um rubro-negro, mas só ele pode comunicar sua decisão. Haverá mudanças. Mas não posso perder o foco do profissionalismo", declarou Márcio Braga, que sonha ver Tite, técnico do Corinthians, no comando do Flamengo na próxima temporada. Em relação ao elenco, Julio Cesar se despediu do Flamengo após a goleada sobre o Cruzeiro, por 6 a 2, que garantiu a permanência da equipe na Primeira Divisão. Ele deve jogar em Portugal em 2005. Felipe e Athirson podem seguir o mesmo caminho. Juliano, Whelliton, Negreiros, China, Douglas Silva, Valdomiro, Saraiva, Dill e Valentim vão ser dispensados.

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