Flamengo comemora vitória no final e reservas decisivos

'É para acabar de vez essa história de titular e reserva', comenta o técnico Joel Santana

Leonardo Maia, Agência Estado

28 de fevereiro de 2008 | 18h57

O futebol apresentado contra o Cienciano não foi dos melhores. Mas houve o que comemorar na vitória suada do Flamengo por 2 a 1 sobre o time peruano, pela segunda rodada da Taça Libertadores, na quarta. Pelo segundo jogo consecutivo, jogadores que saíram do banco decidiram a partida, e com gols nos minutos finais. "É para acabar de vez essa história de titular e reserva. Entraram os três (Jônatas, Obina e Marcinho) e todos tiveram participação no gol da vitória. No Brasil, acham que é vergonha começar no banco, tem que acabar com isso", comentou o técnico Joel Santana, que preferiu exaltar o empenho dos jogadores a analisar as falhas da equipe. "Foi uma vitória merecida, conquistada com raça e vontade." O meia Marcinho, autor do gol da vitória e que entrou no segundo tempo, também elogiou a postura da equipe. "Foi mais um jogo complicado, mas a equipe não desistiu nunca, e conseguimos vencer com dedicação e raça." Para o jogador, a grande virtude do time tem sido a versatilidade do elenco. "O grupo é muito bom. Todos têm condições de entrar e decidir um jogo, como vem acontecendo." Mas também houve polêmicas. Além de erros de arbitragem para os dois lados (sendo um gol a favor do Cienciano absurdamente anulado), a comemoração do atacante Souza, que abriu o placar e simulou um choro em provocação ao Botafogo, foi severamente criticada pelos rivais. Nesta quinta, na Gávea, o jogador não fugiu da imprensa. "Foi uma provocação sim. Mas a fiz diante da minha torcida", disse Souza, que levantou uma questão relevante sobre a reclamação do Botafogo depois da final da Taça Guanabara. "A gente fica chateado porque trabalhou a semana toda, assim como eles, que desrespeitaram o Flamengo ao dizer que o nosso time não merecia o título. Estávamos engasgados." Sempre controverso, Souza não se mostrou receoso quanto a um reencontro entre as equipes. "Se eu estivesse lá, trabalharia forte para pegar o Flamengo na final. Pode vir que eu agüento", desafiou. O Flamengo estréia na Taça Rio neste domingo, contra o Resende, no Maracanã. Joel Santana já adiantou que poupará "cinco ou seis jogadores".

Tudo o que sabemos sobre:
FlamengoCopa Libertadores da América

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.