Flamengo conquista o Estadual ao fazer 3 a 1 no Botafogo

Dois gols de Obina e um de Diego Tardelli garantiram a taça ao time rubro-negro, na despedida de Joel Santana

Sílvio Barsetti e Leonardo Maia, O Estado de S. Paulo

04 de maio de 2008 | 18h34

A ousadia de Joel Santana levou o Flamengo a conquistar neste domingo pela 30ª vez o título do Estadual do Rio. A vitória do time rubro-negro sobre o Botafogo por 3 a 1 foi desenhada a partir do intervalo. Contrariado com a vantagem parcial do time alvinegro por 1 a 0, o técnico fez duas substituições decisivas: com a entrada de Diego Tardelli e Obina na vaga de dois meias, deixou o time com quatro atacantes, silenciou por alguns instantes os próprios flamenguistas – temerosos com os possíveis contra-ataques do Botafogo – e simplesmente venceu o jogo. Os gols do Flamengo foram marcados pelos ‘reservas’ Diego Tardelli e Obina (2), os melhores em campo. Com a taça nas mãos, o Flamengo se igualou ao Fluminense em número de títulos do Carioca. Já Joel Santana saiu consagrado do Maracanã. Ele ainda defenderá a equipe na quarta-feira, em confronto com o América do México, no Rio, pela Libertadores. Depois, segue para um novo desafio: comandar a seleção da África do Sul, país-sede da Copa do Mundo de 2010. "Para o bem do futebol, prevaleceu o mais forte. Não se vence um campeonato em apenas um jogo. Coroamos um trabalho de meses", disse Joel Santana. Para ser campeão, o Flamengo nem precisava ter derrotado o rival. Bastava um empate, pois já vencera no primeiro jogo, por 1 a 0, com um gol de Obina, o ‘reserva’ mais amado da torcida rubro-negra. Do banco, com colete amarelo, ao lado de Diego Tardelli, Obina viu o Botafogo abrir o placar, numa cobrança de falta de Lúcio Flávio. O gol teve a colaboração direta do goleiro Bruno. A bola bateu em seu ombro antes de entrar. Foi talvez o maior ‘frango’ da edição 2008 do Carioca e logo no dia em que Bruno comemorava sua centésima partida com a camisa do Flamengo.  BOTAFOGO 1 Renan; Renato Silva       , André Luís     e Leandro Guerreiro; Alessandro, Túlio     (Edson), Diguinho (Adriano Felício), Lúcio Flávio e Zé Carlos (Fábio); Wellington Paulista     e Jorge Henrique    . Técnico: Cuca  FLAMENGO 3 Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano    , Ronaldo Angelim     e Juan; Jailton, Cristian (Obina), Toró     e Ibson (Diego Tardelli); Souza e Marcinho (Kleberson). Técnico: Joel Santana Gols: Lúcio Flávio, aos 22 minutos do primeiro tempo. Obina, aos 3 e 46, e Diego Tardelli, aos 36 minutos do segundo tempo.Árbitro: Luís Antônio Silva dos SantosRenda: R$ 1.715.135,00.Público: 78.716 pagantesEstádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)Joel Santana, o 12.º jogador do Flamengo, atirou sua prancheta no chão e pode ser que naquele gesto intempestivo tenha decidido arriscar ‘tudo’ no segundo tempo. Logo aos 3 minutos, Obina, de cabeça e de costas para o gol, empatou. O Botafogo acusou o golpe e a partida ficou emocionante. Bruno ainda teve tempo de fazer duas boas defesas para tentar se redimir da falha. Sorte dele é que o Flamengo, cansado ou não da viagem feita para o México no meio da semana, tinha dois reservas de luxo. Num lance individual, Juan driblou um adversário, cruzou rasteiro e Tardelli chutou forte, de esquerda, para levantar o Maracanã – a torcida do Flamengo era a grande maioria dos mais de 80 mil presentes ao estádio. Já nos descontos, com o Botafogo sem forças para reagir, Tardelli arrancou pela esquerda e deu um passe na medida para Obina completar. Era o terceiro gol do Flamengo. O gol do título, o gol da ousadia e da competência de um treinador que fala muito, que gesticula muito, e que entende muito de futebol. PROVOCAÇÃOO incidente com três travestis na noite carioca, semana passada, quando vestia a camisa do Flamengo, custou a Ronaldo Fenômeno manifestações isoladas de botafoguenses no Maracanã. Enquanto a torcida do Flamengo, antes do jogo, gritava "bicampeão", a do Botafogo respondia com "bissexual". E as provocações alvinegras eram exageradas, com coros de "time de traveco" e uma paródia mais apimentada à canção preferida dos rubro-negros. "Tu és time de travecão/Ronaldo é bi/Eu nunca me cansarei/Onde estiver cantarei/ Ronaldo é gay." As referências ao atleta terminaram quando o Flamengo empatou o jogo, no início do segundo tempo.  

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