Divulgação
Divulgação

Flamengo critica consórcio do Maracanã em carta aberta

Rubro-negro pede mudanças na porcentagem da renda destinada aos clubes

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2013 | 17h08

RIO - A má relação entre Flamengo e o Complexo Maracanã Entretenimento S.A ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira. O clube divulgou uma carta aberta em seu site oficial na qual critica o consórcio responsável pela administração do estádio e pede mudanças, principalmente na porcentagem da renda destinada aos clubes.

A diretoria flamenguista usa como exemplo a partida diante do Cruzeiro, na última quarta, no Maracanã, na qual 47.103 pagantes compareceram ao estádio. O clube não escondeu a insatisfação com a renda líquida que lhe foi destinada, de R$ 734.000, sendo que a renda líquida foi de R$ 2.200.000, e comparou: "Com esta mesma renda bruta, o Corinthians no Pacaembu teria uma receita líquida de R$ 1.650.000".

Outro ponto bastante criticado pelo Flamengo é o serviço prestado pelo consórcio, classificado como "péssimo" pelo clube. "O Maracanã oferece um péssimo serviço tanto na venda de ingressos quanto na operação de acesso, onde as catracas não estão dimensionadas para o alto fluxo de ingresso de torcedores próximo a hora de início da partida", apontava a nota.

A rusga entre Flamengo e o consórcio existe desde que ambos começaram a negociar um acordo para que a equipe atuasse no estádio. Depois de muita discussão entre as partes, o clube assinou um contrato até o final do ano, para avaliar as condições que lhe seriam disponibilizadas. Por outro lado, Fluminense e Botafogo chegaram a um acerto muito mais rápido com o consórcio, e assinaram por 35 anos.

Na carta divulgada nesta sexta, a diretoria do Flamengo fez questão de exaltar a importância do clube para o estádio. "A torcida do Flamengo valoriza o Maracanã. Ela é a alma do estádio e faz dele o mais lindo e vibrante do Brasil. Sem o Flamengo, o novo Maracanã se torna apenas uma arena importante, como outras que já existem."

A Maracanã Entretenimento entregou na última segunda-feira ao governo do Rio documento em que reafirma seu entendimento de que o contrato de concessão para gestão do estádio e do Maracanãzinho continua válido. A empresa também apresentou propostas para viabilizar o negócio, numa saída encontrada para tentar compensar a perda das áreas onde ficam o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare, cuja demolição, para dar lugar a empreendimentos comerciais e a um estacionamento, foi cancelada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Tudo o que sabemos sobre:
futebolMaracanãFlamengoconsórcio

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.