Flamengo derrota o Vasco no clássico adiado do Brasileirão

Time rubro-negro vence rival por 2 a 1 em jogo corrido e que teve, além de diversos amarelos, duas expulsões

Rafael Argemon, Estadao.com.br

19 de outubro de 2007 | 00h09

Em um jogo emocionante e cheio de reviravoltas, o Flamengo conseguiu vencer seu primeiro clássico do ano ao bater, nesta quinta-feira, o Vasco por 2 a 1, no Maracanã. O resultado foi importantíssimo para o time treinado por Joel Santana, que dá um passo grande para se livrar de vez do risco de rebaixamento e já pensa até em uma vaga para a Libertadores. Já aos vascaínos fica o temor de que a má fase que a equipe atravessa continua firme e forte, mesmo com a esperança de ter a volta do atacante Romário, que ficou no banco após um bom tempo se recuperando de uma cirurgia. Veja também: Classificação Calendário / Resultados O primeiro tempo da partida foi muito digno de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, e teve de tudo, desde a 'neblina' gerada pelos sinalizadores usados pelas torcidas para 'embelezar' o espetáculo - que prejudicou a visão de jogadores e torcedores durante pelo menos  cinco minutos - expulsões, briga entre jogadores de um mesmo time, e gols. Aos oito minutos, o volante Perdigão vacilou, Toró roubou a bola e chutou forte de fora da área, a bola pingou um pouco antes de chegar em Sílvio Luís, e o goleiro vascaíno aceitou. Porém, a resposta vascaína veia rápida. Aos 15, o Vasco tem uma falta a seu favor. O jovem Andrade, que geralmente fica no banco, bateu uma de suas conhecidas bombas no gol, e quando Bruno viu a bola, ela já havia morrido no canto direito da meta flamenguista: 1 a 1. E parecia que a maré do time cruzmaltino iria mudar, pois Colace, que havia entrado no lugar do contundido Rômulo logo aos 6 minutos de jogo, estragou sua grande chance de atuar por mais tempo em campo. Ele fez falta violenta em Marcelinho aos 22 e foi expulso, não ficou sequer 15 minutos no gramado do Maracanã.  Com um homem a mais, o Vasco foi para cima e Leandro Amaral perdeu um gol incrível. O atacante tabelou com Marcelinho, que chutou em cima de Bruno, no rebote, mas mesmo com o gol escancarado e sem goleiro a sua frente, bateu de canela por cima da meta. O vasco continuou na pressão, e conseguiu mais uma falta perigosa para a batida de Andrade. No lance, os flamenguistas Ibson e Juan discutem e quase sai briga. Leandro Amaral tentou surpreender Bruno e bateu, mas isolou. Mas como em um clássico a surpresa é até uma constante, quando menos se esperava o flamengo conseguiu ficar mais uma vez na frente do placar. Rubens Júnior deu uma vacilada incrível dentro da área vascaína, Leonardo Moura aproveitou e tomou a frente do adversário, que não teve outra alternativa a não ser fazer o pênalti. Ibson pediu a bola, bateu no canto direito de Sílvio Luís e fez 2 a 1 para seu time, mesmo com um jogador a menos em campo. E se já não faltava emoção na partida, Marcelinho, protagonista de vários momentos bons do Vasco no jogo, se destacou mais uma vez, só que de forma negativa. Aos 45 minutos, o atacante, o mesmo que havia levado a falta que originou a expulsão do flamenguista Colace, praticamente pediu ao árbitro Evandro Roman para levar um vermelho. No minuto anterior chutou uma bola contra o gol de Bruno quando já havia sido marcado impedimento na jogada. Os jogadores do Flamengo pressionaram o juiz, que preferiu poupar Marcelinho, mas no lance seguinte não pôde fazer outra coisa a não ser expulsar o vascaíno, que deu uma entrada forte demais em Toró. A etapa final começou com os nervos à flor da pele. Logo aos cinco minutos, Andrade deu uma violenta entrada por trás em Renato Augusto, mas o árbitro preferiu puni-lo apenas com um cartão amarelo, mesmo que a falta tenha sido quase que um replay da que Colace fez em Marcelinho e foi expulso.Vasco1Silvio Luiz; Jorge Luiz, Júlio Santos     (Dudar), Vilson (Rafael); Wagner Diniz, Andrade    , Perdigão, Conca     e Rubens Júnior     (Alan Kardec); Marcelinho          e Leandro AmaralTécnico: Celso RothFlamengo2Bruno; Leonardo Moura    , Rodrigo Arroz    , Ronaldo Angelim e Juan    ; Rômulo (Colace    ), Cristian, Ibson e Toró     (Obina); Maxi Biancuchi (Renato Augusto) e SouzaTécnico: Joel SantanaGols: Toró, aos 8 minutos; Andrade, aos 15; e Ibson, aos 32 minutos do primeiro tempoÁrbitro: Evandro Roman (PR)Renda: R$ 553.174,00Público: 37.990 pagantesEstádio: Maracanã Com dez jogadores para cada lado, a partida perdeu em técnica e ganhou em correria. Era um lá e cá sem fim, com chances para os dois lados. Aos 26, Leandro Amaral apareceu sozinho na pequena área flamenguista e cabeceou para o gol, mas Bruno fez uma defesa espetacular e salvou sua equipe.  Além da grande defesa, a torcida do Flamengo foi ao delírio quando viu, aos trinta minutos, Obina entrar em campo no lugar de Toró. E um minuto depois, o atacante baiano comandou uma arrancada, passou para Leonardo Moura, que chutou forte contra o gol vascaíno, Sílvio Luís deu rebote, mas Obina não conseguiu completar para a meta. Aos 36, Celso Roth tenta seu último esforço para tentar empatar o placar. Coloca Dudar e Alan Kardec nos lugares de Júlio Santos e Rubens Júnior pensando nas jogadas aéreas, o que acabou com as chances da torcida ver a volta de Romário, que fez cara de quem ficou decepcionado com a opção do treinador. Mas se a idéia do técnico vascaíno era explorar a altura dos jogadores que colocou em campo, foi o xodó dos torcedores flamenguistas, Obina, que, de cabeça, acertou o travessão de Sílvio Luís, aos 43. 

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