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Flamengo e Botafogo fazem o clássico da nova geração dos técnicos

Zé Ricardo e Jair Ventura personificam a safra mais recente de técnicos do futebol brasileiro

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2017 | 07h01

Flamengo e Botafogo fazem neste domingo, no Engenhão, às 19h30, o clássico que melhor retrata a ascensão dos novos treinadores no futebol brasileiro, que pouco a pouco vão se destacando e deixam uma experiente e vencedora geração para trás. Zé Ricardo e Jair Ventura, debutantes na função, personificam o sucesso dos “novatos”. 

Dos 12 principais clubes do Brasil, apenas um tem técnico acima de 60 anos, caso do Fluminense, de Abel Braga (64). São quatro da turma dos “cinquentões” - Vasco (Cristóvão Borges, 57), Santos (Dorival Júnior, 54), Cruzeiro (Mano Menezes, 54) e Grêmio (Renato Gaúcho, 54). O técnico da seleção brasileira, Tite, faz parte desta lista, com 55 anos.

Os demais, tem menos de 50 anos e pedem passagem, com perspectivas de se tornarem os novos técnicos “tops”. Zé Ricardo (45) levou o Flamengo ao terceiro lugar no Brasileiro do ano passado e conta com o prestígio da torcida. Jair Ventura (37) tirou o Botafogo da beira do rebaixamento e o colocou na Libertadores. 

Ambos possuem outra coincidência. Assumiram seus clubes em momentos conflituosos e vindos da função de auxiliar. Zé substituiu Muricy Ramalho, que deixou o Flamengo por problemas de saúde. Jair preencheu a vaga deixada por Ricardo Gomes, quando ele foi para o São Paulo. Sem muito tempo para aprender o ofício de treinar times, ambos descobriram na marra e se utilizaram da experiência como auxiliar para administrar as adversidades.

O trio de ferro do futebol paulista também deixou de lado os veteranos e apostou na nova safra. Assim como Zé e Jair, Fábio Carille (43) era auxiliar e assumiu o comando do Corinthians. Rogério Ceni (44) tem seu passado como goleiro e a idolatria do torcedor como trunfo para fazer sucesso no São Paulo. Ambos também estreiam no cargo. E ainda coube a Eduardo Baptista (46) a missão de substituir Cuca no estrelado Palmeiras. 

No ano passado, um dos treinadores mais cobiçados pelo futebol brasileiro era Roger Machado (41) que acertou com o Atlético-MG, para substituir o veterano Marcelo Oliveira (61). O Internacional quer se reerguer e voltar para a Série A com Antonio Carlos Zago (47) no comando. 

Mudança de emprego. Alguns treinadores mais experientes resolveram se aventurar em outras áreas, ao invés de continuar a briga contra os novatos. Antônio Lopes, 75, abandonou a carreira de treinador no Atlético-PR e virou gerente de futebol do Botafogo. Emerson Leão, 67, trabalhou no São Caetano em 2012 e só voltou ao futebol no fim do ano passado, para ser consultor da Portuguesa.

O Atlético-PR, ex-time de Antonio Lopes, é uma exceção entre os times que fazem sucesso no Brasil. O Furacão está na Libertadores graças ao bom trabalho de Paulo Autuori, 60. Seus contemporâneos Vanderlei Luxemburgo, 64, Levir Culpi, 63 e Marcelo Oliveira, 61, tentam se recolocar no mercado.

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