Flamengo é campeão da Taça Guanabara com virada: 2 a 1

Diego Tardelli entrou no segundo tempo para marcar o gol da vitória do time rubro-negro nos acréscimos

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2008 | 18h06

O Flamengo conquistou neste domingo a 18.ª Taça Guanabara (primeiro turno do Estadual do Rio) de sua história. Com um belo gol do atacante Diego Tardelli, aos 46 minutos da etapa final, a equipe rubro-negra superou o Botafogo, por 2 a 1, no Maracanã, e ergueu o troféu. "Eu tenho estrela para decidir", disse o ex-atacante do São Paulo, que finalizou com precisão um contra-ataque rápido do Flamengo e encobriu o goleiro Castillo.Veja também: Diego Tardelli: 'Eu tenho estrela para decidir, sempre soube'  Bebeto de Freitas diz que vai renunciar à presidência do BotafogoO time da Gávea já carimbou seu passaporte para a decisão do Estadual do Rio e deve abrir mão de disputar com os titulares a Taça Rio, segundo turno da competição. No final do jogo, o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, revoltado com a arbitragem, disse que renunciará ao cargo. Flamengo e Botafogo já haviam decidido duas vezes a Taça Guanabara, criada em 1965, e cada um ficou com um título. No tira-teima, deu a equipe rubro-negra. Nada melhor do que uma decisão para fabricar heróis. Vindo do São Paulo, Diego Tardelli viveu isso. Entrou no segundo tempo no lugar de Toró e fez história: marcou o gol do título, chutando a bola com categoria de fora da área. "Pensei que fosse para fora, mas a bola fez uma curva e entrou." A exemplo de 2007, o Botafogo ficou no 'quase' novamente. No ano passado, perdeu a final do Carioca para o Flamengo, tropeçou nas próprias pernas no Campeonato Brasileiro e pagou um vexame na Copa Sul-Americana. O técnico Cuca remontou o elenco e só driblou a desconfiança geral em torno da qualidade do Botafogo com os bons resultados colhidos na Taça Guanabara. FLAMENGO2Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano    , Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Kléberson    ), Cristian, Ibson     e Toró (Diego Tardelli    ); Marcinho     (Obina) e Souza    Técnico: Joel SantanaBOTAFOGO1Castillo; Alessandro (Fábio), Ferrero    , Renato Silva     e Eduardo (Édson); Diguinho    , Túlio, Lúcio Flávio        e Zé Carlos    ; Wellington Paulista e Adriano Felício (Jorge Henrique)Técnico: CucaGols: Wellington Paulista, aos 27 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 17; e Diego Tardelli, aos 46 minutos do segundo tempoÁrbitro: Marcelo de Lima HenriqueRenda: R$ 1.684.000,00Público: 78.830 pagantesEstádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)Já o Flamengo contratou oito atletas para 2008, testou várias formações nesse começo de temporada, mas voltou à velha fórmula na decisão. Apostou na base da equipe de 2007, aquela que decolou da zona de rebaixamento para o grupo dos quatro primeiros colocados do Brasileiro. TIME REDONDINHODo time que entrou em campo neste domingo, apenas Marcinho não participou da arrancada rubro-negra, que tanto orgulhou o técnico Joel Santana. "Essa equipe já se conhece pelo olhar", declarou. Contratado este ano ao futebol espanhol, o atacante Wellington Paulista chegou ao Botafogo sem nenhum alarde. Era visto como uma contratação de risco. Mudou essa definição rapidamente e, ontem, comprovou sua qualidade. Num clássico movimentado, equilibrado e tenso, Wellington Paulista fez a diferença na etapa inicial. Num lance isolado, driblou dois defensores e chutou cruzado para fazer 1 a 0, aos 27 minutos. Ao Flamengo, faltou força ofensiva nos 45 minutos iniciais. Marcinho não fez rigorosamente nada de útil. Acabou sendo substituído no intervalo por Obina, xodó da torcida rubro-negra. O segundo tempo foi marcado por lances polêmicos, briga em campo e muita emoção. Se o Botafogo poderia ter ampliado o placar, o Flamengo forçou o ritmo em busca do empate. O clássico pegou fogo mesmo debaixo de forte chuva. O clima esquentou de vez quando o árbitro Marcelo de Lima Henrique assinalou pênalti para a equipe rubro-negra. O juiz viu o zagueiro Fábio Luciano ser puxado pelo defensor Ferrero na área do Botafogo, mas ignorou outros agarrões no mesmo lance entre atletas rubro-negros e alvinegros. CONFUSÕESFoi um empurra-empurra tremendo. O volante Íbson, então, empatou a partida: 1 a 1, aos 17.  Na comemoração do gol, o atacante Souza se envolveu em confusão: brigou com o meia Zé Carlos. Ambos foram expulsos. Para complicar a vida do Botafogo, o meia Lúcio Flávio parou contra-ataque do Flamengo com falta e recebeu cartão vermelho. Com garra, o time rubro-negro virou o placar com Tardelli e ainda contou com a sorte para levantar a taça. No último minuto do clássico, o atacante Fábio, do Botafogo, cabeceou a bola na trave. O grito de "ufa" se transformou no de "é campeão" em segundos.

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