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Flamengo e Vasco: vitória para respirar

Flamengo e Vasco fazem neste domingo um clássico aquém de suas tradições. Em vez do Maracanã, o palco da partida será o estádio da Cidadania, em Volta Redonda. Em vez de elencos mesclados com craques, as duas equipes contam com jogadores limitados tecnicamente, com exceção de Romário. Em vez de estarem brigando pelas primeiras posições no Nacional, os rivais querem de maneira desesperada fugir da zona de rebaixamento.A realidade de Flamengo e Vasco é dura. Complicada também é a situação dos treinadores Celso Roth, da equipe rubro-negra, e Dário Lourenço, do time cruzmaltino. É possível até que os dois profissionais sejam demitidos após o clássico caso haja igualdade no marcador."Isso não me preocupa. Sei que estou fazendo bem o meu trabalho, com dedicação diária e determinação", defende-se Celso Roth. Seu colega de profissão não pode expor sua opinião em virtude da lei do silêncio, medida imposta pelo presidente Eurico Miranda em momentos adversos.Tanto em São Januário quanto na Gávea há uma certeza: quem conquistar os três pontos aliviará momentaneamente a crise e empurrará o adversário para o abismo. A hora de reagir, todos concordam, já passou, mas uma vitória num clássico de tamanha rivalidade recupera a auto-estima de qualquer equipe. O Flamengo não vence há sete jogos, enquanto o Vasco, há seis. Por isso, o jogo é considerado de vida ou morte.Não há mais espaço para vexames e, durante a semana, as duas torcidas deram mostras de que perderam a paciência com a política adotada por quem comanda o futebol de Flamengo e Vasco. O clima é de descontrole.Na Gávea, alguns torcedores exigiram a demissão do técnico Celso Roth e também ameaçaram a delegação rubro-negra se houver novo tropeço domingo.Em São Januário, os muros amanheceram com as seguintes pichações, endereçadas principalmente ao presidente do Vasco: "Fora Eurico Miranda" e "Chega, queremos jogadores". Rapidamente, funcionários do clube apagaram os dizeres.Vasco e Flamengo ainda não têm um time formado, têm problemas defensivos e de criatividade no meio-de-campo, somam o mesmo número de pontos (9), mas não querem passar juntos pelo drama de escapar do descenso nas últimas rodadas do Brasileiro, como vêm ocorrendo com certa freqüência nas edições passadas.

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