Flamengo enfrenta a melhor defesa

O Flamengo aposta num ataque mais veloz, formado por Jean e Fellype Gabriel, para derrotar nesta quinta-feira o Paraná, que tem a melhor defesa do Campeonato Brasileiro - sofreu 18 gols em 18 rodadas, média de um gol por jogo. A partida, que começa às 20h30, no Estádio Luso-Brasileiro, é considerada de suma importância para a equipe rubro-negra, que soma 19 pontos e precisa vencer para permanecer fora da zona de rebaixamento.Com Obina machucado, o Flamengo não tem em seu elenco um atacante que seja experiente e oportunista ao mesmo tempo. Bruno Mezenga, de 16 anos, e Fabiano Oliveira, de 17 anos, ainda são promessas e há um temor de queimá-los por causa da má fase da equipe e da forte cobrança da torcida.Por isso, o técnico Celso Roth depositou suas fichas numa dupla de ataque cuja principal característica é a velocidade para confundir a marcação do Paraná, que atua com três zagueiros e mais dois volantes de "contenção". "O Flamengo perdeu um homem centralizado, mas ganhou em movimentação. Isso pode criar uma dificuldade maior para o adversário", declarou Celso Roth, preocupado com a má pontaria da equipe - tem o segundo pior ataque do Brasileiros (fez 21 gols em 18 partidas).Revelado nas categorias de base do Flamengo, onde é apontado como um futuro craque, Fellype Gabriel ficou feliz pela oportunidade de voltar a ser titular, mas fez questão também de enaltecer as qualidade do colega Bruno Mezenga, criticado pela má atuação contra o Fortaleza, na última rodada."O Obina vinha fazendo gols, mas se machucou. Em seu lugar, entrou o Bruno Mezenga, um garoto mais novo do que eu, mas que tem qualidade. Estão jogando toda a responsabilidade em cima dele e posso dizer que é um excelente jogador, de seleção brasileira", declarou Fellype Gabriel.Um exemplo a ser seguido é o de Jean, autor de três gols nos últimos cinco jogos. Ele vem se esforçando nos treinamentos para que a boa fase não seja curta. "Sou jovem ainda e posso melhorar bastante. Estou mais maduro e já consigo lidar melhor com a responsabilidade de vestir a camisa vermelha e preta. Quando recebo elogios, procuro até disfarçar. Tenho que manter os pés no chão para não deixar isso subir à cabeça", afirmou Jean.

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