Alexandre Vidal/Flamengo
Alexandre Vidal/Flamengo

Flamengo estreia na Libertadores com medo da altitude de Oruro

Equipe de Abel Braga enfrenta o San José, nesta terça-feira, no primeiro jogo pelo torneio continental

Redação, Estadão Conteúdo

05 de março de 2019 | 08h40

O maior obstáculo para o Flamengo na estreia na Copa Libertadores, nesta terça-feira, às 19h15, não é o San José, da Bolívia, muito menos a pressão da torcida na cidade de Oruro ou o cuidado com algum jogador mais perigoso. O temor do clube é a altitude de quase 3,8 mil metros acima do nível do mar e o possível impacto disso para o desempenho do time.

A comissão técnica se cercou de cuidados com a altitude desde o fim do ano passado, quando soube que teria pela frente esse compromisso na Bolívia. Os jogadores tiveram exercícios especiais para ajudar na respiração, receberam suplementos alimentares e terão à disposição no banco de reservas sete balões de oxigênio para serem usados em caso de mal-estar.

O clube se preocupa com a questão de altitude por ter de enfrentar nesta fase de grupos um outro compromisso nessa mesma condição. A LDU, de Quito, no Equador, joga a 2,8 mil metros acima do nível do mar. O outro rival da chave pelo menos joga no litoral: é o Peñarol, do Uruguai.

"Eu já tive oportunidade de jogar várias vezes na altitude. Tive o privilégio de ser campeão com o Santos, e jogamos duas vezes contra o The Strongest em La Paz, é complicado. Mas estamos tranquilos e focados nessa competição", disse ao canal SporTV o lateral-direito Pará, que demonstrou preocupação com as limitações físicas impostas pela altitude.

Oruro é a cidade mais alta a ter jogos da edição deste ano da Copa Libertadores. Com mais altitude até mesmo do que a capital do país, La Paz, essa condição fez o Flamengo adotar como logística se fixar em Santa Cruz de la Sierra, cidade ao nível do mar, e se deslocar para o destino final apenas horas antes do jogo. A programação é uma forma de minimizar efeitos como falta de ar, dor de cabeça e náuseas. Os sintomas costumam aparecer somente mais de seis horas após a chegada.

No último treino antes da partida, nesta segunda, o Flamengo contou com amplo apoio da torcida. A equipe permitiu a abertura dos portões no estádio Ramon Tauichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, e teve contato com centenas de flamenguistas. A cidade tem uma grande comunidade de brasileiros e vários deles foram acompanhar a atividade da equipe.

O Flamengo viajou para a Bolívia com dois desfalques. O zagueiro Rhodolfo, com dores na panturrilha esquerda, e o atacante Uribe, com lesão no tornozelo direito, sequer viajaram com o grupo. A formação titular será a mesma do último jogo, a vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, pelo Campeonato Carioca, na quinta-feira.

O adversário, o San José, se classificou para a Libertadores por ter vencido no segundo semestre do ano passado o Campeonato Boliviano. Com a conquista, o time perdeu o técnico Eduardo Villegas para a seleção boliviana e trouxe o argentino Nestor Clausen, ex-defensor e campeão da Copa de 1986. O árbitro do jogo, inclusive, também será de Copa do Mundo. O argentino Nestor Pitana foi quem apitou a decisão entre França e Croácia, em Moscou, no último ano.

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