Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Flamengo fecha acordo com mais duas famílias das vítimas do incêndio do Ninho

Familiares de Arthur Vinícius e Pablo Henrique aceitaram proposta do clube rubro-negro

Redação, Estadão Conteúdo

23 de dezembro de 2020 | 16h36

O departamento jurídico do Flamengo se entendeu com mais duas famílias dos dez meninos mortos no incêndio do alojamento no Ninho do Urubu, tragédia ocorrida em 8 de fevereiro de 2019. O clube fechou acordo com os parentes de Arthur Vinícius e Pablo Henrique. O anúncio foi feito pelo vice-presidente geral e jurídico do Fla, Rodrigo Dunshee.

As famílias que fecharam acordos, até agora, são as dos garotos Samuel, Athila Paixão, Bernardo Piseta, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Vitor Isaías, Pablo Henrique e o pai de Rykelmo (a mãe entrou com ação na Justiça). Os familiares de Christian Esmérion também chegaram a um acerto.

“Fechamos com as famílias do Pablo Henrique e do Arthur Vinícius também. Conversamos pessoalmente com os pais dos meninos. Conversei com Edson e Sara e graças a Deus eles entenderam. Cada um tem seu tempo. Eles têm toda razão, de vez em quando, de reclamar do Flamengo, do tempo esperado. Flamengo fechou então oito acordos e meio. Vamos tentar fechar os outros que faltam”, disse Dunshee ao SporTV.

Na semana passada, com a redução da pensão de R$ 10 mil para R$ 5 mil, dada a todas as famílias dos dez meninos, a negociação entre clubes e familiares havia sido suspensa e a ideia da família de Pablo Henrique era entrar mais uma vez na Justiça. As conversas sempre foram norteadas pelo valor a ser pago.

O Flamengo nunca negou que faria a indenização. Os valores iniciais oferecidos pelo clube giravam em torno de R$ 400 mil, considerado baixo pelos parentes dos meninos mortos.

As partes nunca revelaram os valores tratados porque os documentos assinados com as primeiras famílias continham cláusulas de sigilo, com multas. A mãe de Rykelmo, Rosana de Souza, tinha sido a única a entrar na Justiça com pedido de indenização de R$ 6,9 milhões. 

No começo do mês, o Flamengo já havia conseguido baixar na Justiça o auxílio de R$ 10 mil que oferecia para as famílias que não haviam fechado acordo de indenização. Começou a pagar cinco salários mínimos, cerca de R$ 5.200. Os meninos mortos no Ninho do Urubu, todos das categorias de base, ganhavam como ajuda de custo entre R$ 200 e R$ 300 por mês. 

O argumento da defesa para manter o valor do auxílio foi informar que o Flamengo tem uma folha de pagamento do time profissional de R$ 25 milhões por mês, e isso estava muito acima dos R$ 10 mil pagos a cada família que perdeu o filho. O MP e a Defensoria do Estado de Rio prometeram recorrer.

Após a tragédia, o Ninho do Urubu sofreu novas inspeções e teve de reformar toda a estrutura oferecida aos seus atletas amadores.

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