Flamengo já vê o Pacaembu como sua 'nova casa'

Presidente revela intenção de jogar mais vezes no estádio

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

21 de março de 2016 | 07h00

O Flamengo não só aprovou o Pacaembu como uma de suas casas para a temporada, pois Maracanã e Engenhão só poderão ser usados com frequência em outubro, depois da Olimpíada e Paralimpíada, como já avisou que pretende voltar ao estádio da capital paulista. “Nos sentimos em casa, ficamos sensibilizados pelo apoio da torcida e com certeza vamos voltar”, avisa Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube.

Além da casa cheia, os jogadores tiveram à disposição um gramado em ótimas condições, o que não vinha acontecendo nas partidas anteriores de ambas as equipes. “O campo estava muito bom, a torcida compareceu, a única lamentação é que não vencemos”, afirmou o zagueiro Wallace, capitão rubro-negro.

O técnico Muricy Ramalho vinha reclamando bastante das condições dos campos que o Flamengo jogava, mas ontem aproveitou o momento para elogiar e ainda citou a grandeza do clube. “Nos sentimos em casa. É assim onde o Flamengo vai. É um clube muito gigante. Demos mais renda do que o clássico paulista, para você sentir a força do Flamengo”, comentou, numa referência ao jogo entre São Paulo e Palmeiras, que teve menos da metade do público do Fla-Flu (14.051 espectadores contra 30.188).

Do outro lado, o técnico Levir Culpi gostou bastante da experiência de ver um clássico carioca no Pacaembu. “Foi muito interessante. É uma oportunidade de os torcedores verem o time jogar. Pelas dificuldades do nosso calendário e por incompetência nossa também, precisamos jogar aqui. Pena que ficamos naquela coisa meio sem graça de dançar com a irmã, por causa do 0 a 0 no placar. Mas no próximo Fla-Flu em São Paulo nós vamos vencer.”

Agora as duas equipes voltam a campo na quarta-feira, pela Copa da Primeira Liga. O Flamengo viaja mais uma vez e encara o Atlético-PR, em Juiz de Fora. Já o Fluminense “recebe’’ o Internacional no Mané Garrincha, em Brasília.

“A maratona jogos é desgastante, mas vamos continuar trabalhando, pois na quarta-feira temos de nos superar. O apoio da torcida ajuda muito e esperamos que esteja cheio novamente, como foi aqui em São Paulo”, conclui o zagueiro Juan.

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Jornalista do Estado fala sobre experiência de ver o Fla no estádio

Julia Affonso, do Blog do Fausto Macedo, faz relato sobre o jogo

Julia Affonso, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2016 | 07h29

A primeira vez que eu vi o Flamengo jogar, em um estádio, foi em 20 de maio de 1995. Um 2 a 1 suado em cima do América no Maracanã. Neste domingo, quase 21 anos depois, peguei aquela camisa que eu levei para o Maracanã, em 1995, para ver o mais querido jogar em São Paulo. Meu primeiro jogo do Flamengo em terra paulista. Domingo, às 16h, eu e o Flamengo nos reencontramos. Parecia a primeira vez. Quanto tempo, quanta saudade!

Em campo, o Fla-Flu esportivo foi um 0 a 0 insosso. Ficou de bom tamanho para o que as equipes fizeram.

O ritmo lento da partida permitiu que o olhar deixasse o jogo de lado e se voltasse para a o público. A 2ª rodada da Taça Guanabara, em São Paulo, trouxe consigo as placas publicitárias do Carioca 2016. Um casal paulista ao meu lado não entendeu o que significava uma delas: "Vem aí o Guanabara Tijuca". Que raios eram Guanabara e Tijuca, se perguntaram. Guanabara é um supermercado e Tijuca é um bairro, respondi, achando graça do anúncio deslocado.

Se o resultado não empolgou, o reencontro foi emocionante. O senta e levanta dos estádios, aquele 'Uuuuuh' mesmo quando a bola passa longe do gol e o aplauso para o bandeirão valeram. É sempre um prazer, vê-lo brilhar, seja no Rio, seja em São Paulo, no Maracanã ou no Pacaembu. Volte sempre, Mengão!

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Colunista do Estado entra em nostalgia ao ver o Fluminense

José Paulo Kupfer é colunista em Economia no jornal

José Paulo Kupfer, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2016 | 07h38

O Pacaembu, para mim, sempre fora o palco do Corinthians. Era lá que eu levava meus dois filhos, paulistanos e tão diferentes entre si, mas não na paixão pelo alvinegro paulista. Um Fla x Flu no Pacaembu, porém, só podia mesmo acionar a caixa da memória – esse lugar das brumas, que costuma nos pregar peças

Mas, foi com a nitidez das imagens do Canal 100 que veio à mente o Fla x Flu de 1963, um 0 a 0 que nos tirou o título, diante do maior público de todos os tempos em um jogo entre clubes, quando fui parar da arquibancada na geral sem nunca saber como. Depois, o título de 1964, em melhor de três com o Bangu, então favorito. Ou contra o Botafogo, em 1971, mais de 150 mil pagantes, com um gol polêmico aos 43 minutos do segundo tempo, depois que o zagueiro Marco Antonio saltou com o goleiro adversário e o tirou da jogada.

E mais ainda o de 1995, talvez o meu maior Fla x Flu, 3 a 2 com gol de barriga de Renato Gaúcho, a menos de cinco minutos do final.

O Fla x Flu deste domingo? Como bom torcedor ranzinza – adoro o meu time, mas gosto mais do futebol bem jogado –, achei o 0 a 0 um placar injusto, que não expressou o péssimo futebol apresentado. Uma pelada, em resumo. Mesmo assim, o coração bateu mais forte por 90 minutos.

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