Flamengo no ataque contra o Figueirense

Andrade é um técnico que prima pela ousadia, por escalar um time ofensivo, em busca do gol desde o primeiro minuto de partida. Como bons alunos, os jogadores do Flamengo prometem pôr em prática neste domingo, às 16 horas, contra o Figueirense, no Rio, os ensinamentos do ex-craque rubro-negro da década de 1980. "O Flamengo não é melhor nem pior do que ninguém. Gosto que o meu time jogue para a frente, valorizando a posse de bola e criando oportunidades. Não devemos nada a nenhuma equipe", declarou Andrade, que tem em Adílio, seu auxiliar, um forte aliado para resgatar a tradição do clube. Andrade é o responsável pela parte tática da equipe nos treinamentos, enquanto Adílio treina à exaustão a técnica. Eles demonstram entrosamento fora e dentro de campo. O entusiasmo de ambos já começa a contagiar os jogadores, que, em campo, tentam corresponder à confiança da comissão técnica. A melhora do Flamengo já pode ser medida pelos números. Nos últimos oito jogos, a equipe mostrou equilíbrio em sua defesa. Sofreu seis gols, média de 0,75 por jogo. Esse retrospecto é considerado bom por Andrade, mas ele quer a mesma eficiência em outros setores. O Flamengo tem, por exemplo, o pior ataque do Brasileiro - fez 24 gols em 24 rodadas, média de um por partida. "Não pode continuar assim, eu sei. Mas confio na garotada da frente", afirmou Andrade. Figueirense - O técnico Adilson Batista teve pouco tempo para treinar o Figueirense, pois jogou na quinta-feira e perdeu para o Atlético Mineiro. O time fez um treino rápido no sábado pela manhã, e independente disso há só uma dúvida: no ataque, entre Adriano e Alexandre, para ver quem vai fazer companhia a Edmundo. A equipe entrou definitivamente em crise pela irregularidade e constante permanência na zona de rebaixamento e tem, na partida contra o Flamengo, mais uma chance de minimizar os riscos. Adilson declarou que "é hora de todos se unirem para que o time possa sair dessa situação delicada e de risco". O time catarinense soma apenas 19 pontos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.