Flamengo pode ser multado em R$ 170 mil se não for a Cuzco

Afirmação é do presidente do Cienciano, Juvenal Silva, que está bravo com atitude do clube brasileiro

EFE

19 de março de 2008 | 18h51

O presidente do Cienciano, Juvenal Silva, disse nesta quarta-feira que o Flamengo terá de pagar uma multa de R$ 170 mil se não viajar à cidade de Cuzco, a 3.400 metros de altitude, para enfrentar a equipe peruana no próximo dia 9 de abril, pelo grupo 4 da Libertadores.Segundo declarações de Silva à agência "Andina", o artigo 18 do regulamento da Libertadores diz que um clube que não for a campo para cumprir tabela precisará pagar a multa e perderá o jogo. "Portanto, o presidente do Flamengo deverá pensar duas vezes na idéia de não vir a Cuzco", afirmou o dirigente, lembrando ainda que o Flamengo seria impedido de disputar outras competições da Confederação Sul-americana de Futebol (CSF) por três temporadas.Silva respondeu desta forma ao presidente do Flamengo, Márcio Braga, que anunciou que se baseará na decisão da Fifa de ratificar o veto aos jogos na altitude para evitar que a equipe viaje a Cuzco.Na última segunda, Braga disse que o Flamengo não teria de ir a Cuzco por conta da determinação da Fifa, que reforçou o veto à realização de partidas em estádios localizados a mais de 2.750 metros acima do nível do mar sem uma preparação prévia de uma semana.Cienciano e Flamengo estão no mesmo grupo do também peruano Coronel Bolognesi e do Nacional, do Uruguai - líder da chave com os mesmos seis pontos do time de Cuzco, mas levando vantagem nos critérios de desempate. O Flamengo, que enfrenta hoje o Nacional, tem quatro pontos, enquanto o Coronel Bolognesi é o lanterna, com um. "Uruguaios e argentinos vieram a Cuzco e ninguém morreu. Por outro lado, eles saem daqui fortalecidos e cheios de energia porque se deram ao luxo de conhecer Machu Picchu", disse Silva. Para o presidente do Cienciano, a postura do Flamengo deixa claro que o time carioca está com "medo".

Tudo o que sabemos sobre:
Copa LibertadoresCiencianoFlamengo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.