Flamengo vive 'clima de Libertadores' em amistoso

Jogo contra o Huracán Buceo, do Uruguai, termina com 'empurra-empurra' e acusação racismo

13 de janeiro de 2008 | 18h49

Uma confusão durante amistoso com o Huracán Buceo, do Uruguai, neste domingo, marcou o último dia da pré-temporada do Flamengo na Granja Comary, em Teresópolis (região serrana). A equipe rubro-negra acusou o zagueiro Fernando Caballero de ofensas racistas contra o meia Toró, que teria sido chamado de "macaco" após se desentender com o uruguaio no primeiro tempo.   O tempo fechou. Revoltado, o meia Íbson saiu em defesa do companheiro de time e avisou a Caballero: "Não vem de racismo." Houve empurra-empurra, contornado em seguida. No fim da partida, vencida pelo Flamengo por 3 a 0 (gols de Fábio Luciano, Marcinho e Renato Augusto), Toró disse ter ficado chateado com a ofensa. "Isso não faz parte do futebol", disse o volante do time rubro-negro, que não quis levar o caso adiante. "Ele até pediu desculpas e eu aceitei." Constrangido, Caballero contou que chamou Toró de "negro" por ter levado uma cotovelada do rival. "Se fui racista, peço desculpas. Foi sem querer. Negro no Uruguai quer dizer amigo."   O técnico Joel Santana afirmou que tal episódio serve de experiência para o grupo visando à disputa da Taça Libertadores da América.   "Provocações são comuns na Libertadores. Eles chamam de negrito, macaquito (...)", concluiu. "Só não podemos perder a cabeça." O Flamengo retornou ontem ao Rio, onde treina para a estréia no Campeonato Carioca, contra o Boavista, domingo, no Maracanã.

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