Flu complica situação do Boca, afirma imprensa argentina

O tricolor carioca arrancou um 2 a 2 em pleno estádio Juan Domingo Perón e agora, pode até empatar no Rio

EFE

29 de maio de 2008 | 10h46

O Fluminense colocou o Boca Juniors em outra situação delicada na Copa Libertadores ao ficar apenas com o empate na partida de ida da semifinal, afirmou a imprensa argentina.  Veja também: Fluminense e Boca Juniors empatam na Argentina Jogando no estádio Juan Domingo Perón, o tricolor carioca arrancou um 2 a 2 com os argentinos e pode até empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 no Maracanã que estará na decisão da mais importante competição sul-americana de clubes. "O empate colocará o Boca diante de outra prova de fogo no Maracanã", comentou o La Nación em referência ao jogo de volta, quarta que vem no Rio de Janeiro.  "O Boca esteve duas vezes em vantagem com gols de Juan Román Riquelme, mas não garantiu a vitória e se expôs com erros defensivos", completou a publicação, que fez um alerta. "A equipe já deu mostras de que não se deve menosprezar sua tradição nestas séries quando o placar não lhe foi favorável no primeiro jogo. É uma situação igual à das quartas-de-final, quando ficou no 2 a 2 com o Atlas e depois escreveu outra grande página com um 3 a 0 no México", disse La Nación.  Já o Clarín afirmou que o empate "foi um castigo duro demais" para o Boca, lembrando que dois erros defensivos "complicam" a classificação da equipe para a final.  O jornal coincidiu com muitos outros veículos de Buenos Aires ao afirmar que os argentinos voltaram a demonstrar problemas na defesa - como no primeiro gol do Fluminense, marcado por Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de falta de Thiago Neves à área.  O segundo do tricolor carioca veio de uma falha do goleiro Pablo Migliore, que atuou por conta de uma lesão do titular Caranta. Ele não defendeu um chute de meia distância de Thiago Neves.  "O Boca jogou como devia fazer, mas não conseguiu o que merecia", afirmou a publicação, que apontou o goleiro Fernando Henrique como o melhor da partida.  O jornal esportivo Olé afirmou que o Boca "nunca pode ser dado como morto e sabe que é capaz de qualquer façanha, seja em Guadalajara [como contra o Atlas] ou no Rio de Janeiro".  Segundo o Diário Popular, o Boca Juniors "deixou escapar uma vitória que parecia sua", enquanto o Crónica apontou que os argentinos foram melhores", mas a boa atuação do goleiro do Fluminense determinou o resultado.  "Fernando Henrique foi uma máquina de fazer defesas e só foi superado por Riquelme duas vezes. Migliore, que é uma grande promessa, não teve uma boa noite. Apenas um erro lhe bastou para que fosse responsável pelo resultado, como ocorre com todos os goleiros", disse.  

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